MINHA CRENÇA

Creio que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus e a autoridade máxima, revelando que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Creio que o Homem é criado à imagem de Deus, para uma vida eterna através de Cristo. Embora todos os homens tenham pecado e careçam da glória de Deus, estando totalmente perdidos sem Cristo, Deus faz a salvação possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que arrependimento, fé, amor e obediência são respostas necessárias e adequadas à graça de Deus estendida a nós, e que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e venham a ter conhecimento da Verdade. Creio que o poder do Espírito Santo é demonstrado em nós e através de nós para o cumprimento do último mandamento de Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

Curso de Teologia

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Citações de C.S. Lewis



Quem foi C. S. Lewis?

Clive Staples Lewis (1898-1963), natural de Belfast, Irlanda, foi um conhecido professor na Universidade de Oxford, durante 29 anos, e depois professor de Literatura Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge. Educado na Igreja Anglicana, tornou-se ateu na adolescência. Depois duma intensa peregrinação espiritual, voltou à comunhão da Igreja em 1929. Para Christopher Mitchel, director do Wade Center, no Wheaton College, onde estão muitos dos escritos de Lewis, na sua autobiografia espiritual, “Surpreendido pela Alegria”, “Lewis gasta todo o livro para chegar ao teísmo, ‘desembrulhando-o’ cuidadosamente, mas o seu movimento em direcção a Cristo acontece em duas ou três frases. É tudo o que diz. Ao fim do dia, Lewis acreditou que no Cristianismo somos confrontados com uma pessoa a quem dizemos sim ou não... E isto é muito evangélico.” Este académico talentoso comunicou a fé cristã com clareza, imaginação, sem superficialidades. Nas palavras de Mitchel, “tinha um rara capacidade para dar uma forma imaginativa à doutrina cristã” .

Creio eu que influenciado pela igreja anglicana, C.S. Lewis tinha alguns pontos doutrinários a se questionar, como a justificação pela fé e o ecumenismo. Mas isso não tira o brilho de seus escritos, leitura obrigatória para qualquer um especialmente porque ele mostra como a fé crstã, mesmo sendo algo além do nosso entendimento, é fundamentada em preceitos claros, universais e mesmo racionais, bem diferente do que vemos hoje em dia em alguns lugares por aí.

Eis algumas citações dele:

“Todos os mortais tendem a tornar-se naquilo que fingem ser.” (Vorazmente Teu, carta X, parágrafo 2)

“Eu creio no Cristianismo tal como creio que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo mas porque através dele eu vejo todas as outras coisas.” (Peso da Glória, parágrafo 24.)

“O Filho de Deus tornou-se homem para possibilitar que os homens se tornem filhos de Deus”. (Cristianismo Puro e Simples, livro IV, capítulo 5, parágrafo 1)


“Mera mudança não é crescimento. Crescimento é a síntese de mudança e continuidade, e onde não há continuidade não há crescimento.” (Selected Literary Essays, “Hamlet: The Prince of the Poem”, parágrafo 23.)

Será que vc conhece Deus como deveria?



Trecho do livro Cristianismo puro e simples – C. S. Lewis. Livro IV, 1: “Fazer e Gerar”, pág. 87


De certo modo, entendo muito bem por que algumas pessoas não querem saber de teologia. Lembro-me de uma vez, quando fazia uma palestra na Força Aérea, que um velho e experiente oficial levantou-se e disse: “Não sei para que serve todo esse palavreado. Mas saiba que também sou um homem religioso. Sei que existe um Deus. Eu o senti quando estava sozinho, no deserto, à noite. Senti o grande mistério. E essa é a razão por que não acredito em todos esses seus pequenos dogmas e fórmulas sobre Deus. Para quem se encontrou com o ser verdadeiro, tais coisas parecem tão mesquinhas, pedantes e irreais!”
Ora, num certo sentido concordo inteiramente com essa pessoa. Creio que provavelmente ele tenha tido uma experiência real com Deus no deserto. E ao se voltar dessa experiência para as crenças cristãs, penso que ele se voltava de algo real para algo menos real. Assim, também, quem estiver na praia, olhando para o oceano Atlântico, e depois ir em busca de um mapa do Atlântico, também estará se voltando de algo real para algo menos real: das ondas do mar para um pedaço de papel colorido. Mas aí é que está. O mapa é reconhecidamente só papel colorido, mas há duas coisas que devemos lembrar a esse respeito. Em primeiro lugar, ele baseia-se no que centenas e milhares de pessoas descobriram navegando o Atlântico de verdade. Neste sentido, possui atrás de si milhares de experiências tão reais como a da praia; apenas que, enquanto a da praia é apenas uma visão rápida, individual e isolada, o mapa reúne todas aquelas experiências. Em segundo lugar, para quem quer ir a alguma parte, o mapa é totalmente necessário. Para quem esteja interessado em apenas dar passeios na praia, a visão de todo o cenário, com os próprios olhos, é muito mais agradável do que ver um mapa. Mas este será de muito maior valia do que os passeios na praia para quem queira ir a outro continente.
A Teologia é como o mapa. Só estudar e refletir sobre as doutrinas cristãs, e ficar nisso, é menos real e menos emocionante do que o que aconteceu com o meu amigo no deserto. As doutrinas não são Deus; são apenas uma espécie de mapa. Mas esse mapa baseia-se na experiência de um grande número de pessoas que estavam realmente em contato com Deus; experiências que, comparadas com quaisquer emoções ou sentimentos devotos que nós mesmos possamos ter, tornam tais emoções e sentimentos muito elementares e até mesmo confusos. Em segundo lugar, quem deseja ir mais longe, precisa fazer uso do mapa. Como se vê, o que aconteceu àquele homem no deserto pode ter sido real e, sem dúvida, empolgante; mas, e daí? Essa experiência não o levou a nada. Esta é a razão pela qual uma vaga religião, esse negócio de sentir Deus na natureza, e assim por diante, é tão atrativa. É só emoção, sem nenhuma ação; é como olhar as ondas, na praia. Mas não chegaremos a outro continente estudando o oceano Atlântico dessa forma, assim como não obteremos a vida eterna se ficarmos simplesmente sentindo a presença de Deus nas flores ou na música. Nem iremos a parte alguma só olhando nos mapas, sem irmos para o mar. Tampouco estaremos muito a salvo se entrarmos no mar sem um mapa.