MINHA CRENÇA

Creio que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus e a autoridade máxima, revelando que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Creio que o Homem é criado à imagem de Deus, para uma vida eterna através de Cristo. Embora todos os homens tenham pecado e careçam da glória de Deus, estando totalmente perdidos sem Cristo, Deus faz a salvação possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que arrependimento, fé, amor e obediência são respostas necessárias e adequadas à graça de Deus estendida a nós, e que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e venham a ter conhecimento da Verdade. Creio que o poder do Espírito Santo é demonstrado em nós e através de nós para o cumprimento do último mandamento de Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

Curso de Teologia

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A VIDA DIÁRIA DE UM APÓSTOLO DE VERDADE



As cartas que Paulo escreveu à igreja de Corinto são as de maior cunho pessoal e que mais revelam como era a vida daquele que é considerado o maior apóstolo do Cristianismo, data vênia Pedro e os papistas.

Como era a vida diária de Paulo, um apóstolo de Cristo?

- evitava batizar muita gente, para que não se formasse um fã clube em torno do seu nome (1Co 1:14-17);

- evitava a ostentação de linguagem na pregação pelo mesmo motivo e pregava somente a Cristo e este crucificado (1Co 2:1-5).

- a razão é que ele queria evitar que pessoas se agregassem à igreja impressionadas por seus talentos e carismas e não pela fé em Jesus Cristo (1Co 2:5).

- ficava lembrando seu rebanho de que ele era um mero servo, junto com outros, e que seu sucesso em ganhar pessoas para Cristo se devia tão somente à graça de Deus e não a méritos próprios (1Co 3:5-9).

- insistia que Deus requeria dos apóstolos somente que fossem fiéis, e não que fossem bem sucedidos, diante da tentação de muitos de compararem os ministérios dele, de Apolo e de Pedro (1Co 4:1-3).

- era constantemente considerado – inclusive por pessoas que faziam parte das próprias igrejas que havia fundado – como condenado a morte, espetáculo ao mundo e aos anjos, louco, fraco e desprezível (1Co 4:9-10).

- em diversas ocasiões passou fome, sede e nudez; foi esbofeteado e não tinha moradia certa ou casa própria (1Co 4:11)

- trabalhava até cansar com as próprias mãos para garantir o seu sustento (1Co 4:12).

- era perseguido, injuriado, caluniado e considerado o lixo do mundo, mas não respondia nem revidava a nenhuma destas provocações (1Co 4:13).

- muitos achavam que ele não tinha o direito de receber sustento da igreja e nem de se fazer acompanhar de uma esposa nos trabalhos missionários intensos e cansativos. Por isto, ele trabalhava para se sustentar e se recusava a receber salário, ofertas, dízimos e contribuições das igrejas, quando fazer isto pudesse lançar dúvida sobre suas intenções (1Co 9:1-12).

- pregava e evangelizava nas igrejas de graça, sem nada pedir e nada receber, para não colocar empecilho ao Evangelho de Cristo (1Co 9:15-18), pois seu alvo era ganhar o maior número possível de pessoas.

- preocupava-se em ser irrepreensível, em controlar-se e manter suas paixões e desejos debaixo de controle, para poder ter autoridade para pregar (1Co 9:25-27).

- enfrentou a morte várias vezes no trabalho missionário, e em algumas delas considerou que sua hora de morrer tinha finalmente chegado (2Co 1:8-9).

- passava por constantes sofrimentos e angústias de coração por causa das igrejas e dos crentes a quem amava e por quem se preocupava individualmente (2Co 2:4).

- perdoava e pedia o perdão dos outros para aqueles que o haviam ofendido e prejudicado o seu trabalho (2Co 2:7-8).

- quando era necessário mostrar as suas credenciais de apóstolo, apontava para as multidões convertidas pelo Evangelho da cruz que pregava com simplicidade e no poder do Espírito (2Co 3:1-4).

- tomava o maior cuidado para não adulterar a mensagem do Evangelho, não andava com astúcia e nem procurava enganar seus ouvintes para tirar proveito financeiro deles (2Co 4:1-2).

- vivia como um condenado à morte, levando em seu corpo o morrer de Jesus na forma de privações, perseguições, sofrimentos, calúnias e injúrias, como meio da vida de Cristo se manifestar através dele (2Co 4:7-15).

- sua esperança e expectativa não estavam aqui, nas riquezas, propriedades e bens, mas o tempo todo ele faz menção da glória celestial, das coisas invisíveis e eternas que ele aguardava como recompensa de seus sofrimentos e trabalho (2Co 4:16-18).

- quando precisava se recomendar aos ouvintes como ministro de Cristo incluía em seu currículo as muitas aflições, angústias, privações, açoites, prisões, tumultos, vigílias e jejuns no trabalho do Senhor (2Co 6:4-10).

- ainda nesta lista incluía os 39 açoites recebidos dos judeus pelo menos 5 vezes, ser fustigado com varas 3 vezes, 3 naufrágios, apedrejamentos, perigos de salteadores e assassinos, além do peso constante da responsabilidade das igrejas que pesava sobre seus ombros (2Co 11:29).

- passou privações e teve de trabalhar arduamente para não ser pesado às igrejas onde receber oferta seria dar motivo para a acusação de mercenário (2Co 11:7-9).

- apresentava como motivo de gloria o fato de que uma vez teve que fugir de uma cidade escondido em um cesto e descido pelos irmãos pela muralha, para poder escapar com vida (2Co 11:30-33).

- lutava diariamente com um doloroso espinho na carne, que o abatia e fazia sofrer e clamar a Deus, mas sem resposta a não ser a provisão da graça para poder suportá-lo (2Co 12:7-10).

Muitos hoje se consideram apóstolos de Cristo tanto quanto Paulo e os Doze. É só comparar...

Crer não é tomar posse!



Existem algumas coisas que são por si só, difíceis de entender e, consequentemente, de explicar. Se eu pedir para você que lê este artigo me explicar de forma prática e concreta o que é fé, você provavelmente terá dificuldade. Você pode até ter uma resposta pronta do tipo: a fé é a certeza das coisas que não se veem. É uma excelente resposta, é bíblica (Hebreus 11.1), mas ainda é pouco concreta e pouco prática. Eu repito, quero uma definição que seja prática e concreta porque estou cansado de ver um evangelho que é teórico e abstrato, e acho que você também deve estar. A verdade é que nossa sociedade está saturada disso.

Estou imaginando que você talvez tenha dificuldade para formular esta definição porque eu também tive dificuldade para formulá-la. Vamos ao texto: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” Hebreus 11.1,3.

Venhamos e convenhamos que, estes, não são versículos de uma fácil aplicação prática, muito menos concreta. Mas podemos chegar a, pelo menos, três conclusões:



1. A fé abre o nosso horizonte para o futuro.



Sabendo que a fé é a certeza das coisas que se esperam, ou o firme fundamento das coisas que se esperam, posso abrir os olhos para uma realidade a ser esperada. Posso chegar a conclusão que o hoje não é tudo e que ainda que os meus olhos se fechem e meu coração não bata mais, não é o fim, há uma realidade a ser esperada. TER FÉ É SABER QUE O HOJE NÃO É TUDO!



2. A fé abre o nosso horizonte para o que não vemos.



Se a fé é a certeza ou a prova de fatos que não vemos, podemos abrir a nossa mente e o nosso horizonte para um outro mundo que se passa bem diante dos nossos olhos, mas que nossos olhos não podem contemplá-lo. É por conta desta certeza que podemos acreditar em Deus, sendo que não O vemos. A fé abre a nossa mente para crermos também no invisível. Não é preciso muita fé para reconhecer que existe um mundo de coisas que não vemos: sentimentos, vontades, emoções, expectativas, medos, o próprio futuro. Este mundo invisível está diante de nós o tempo todo. TER FÉ É SABER QUE O NOSSO CAMPO VISUAL NÃO É TUDO!



3. A fé abre o nosso horizonte para o que não entendemos.



Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus. Uma grande constatação que podemos fazer na vida é que nem tudo poderá ser entendido pela razão humana. Existe um mundo de coisas que não vemos e que não conseguiremos entender, justamente porque só entenderíamos se tivéssemos visto. O modo como o mundo foi criado nunca será entendido completamente pela razão humana, porque o homem não estava lá para vê-lo. A morte nunca será bem entendida pelo homem porque ele não está lá do outro lado para ver o que tem depois da morte. A doença, a perda de emprego, o tsunami, o tiroteio, o suicídio, o câncer, o Alzheimeir, o Parkinson, seja lá o que for, pode nunca ser bem entendido, porque existem coisas por trás que nunca serão vistas. A solução para estes casos é abrir o horizonte para contemplarmos um mundo que extrapola o que podemos ou não entender, e que nossa razão é limitada diante da fé, mas que isso não faz da fé uma atitude irracional, pelo contrário, amplia o horizonte da razão, não o limita. TER FÉ É SABER QUE A NOSSA RAZÃO NÃO É SUFICIENTE PARA ENTENDER TUDO.



Em síntese, a fé é a certeza de que há um mundo que não vemos e não entendemos misturado e interferindo neste que vemos e entendemos.

Mas e Deus, onde se encaixa em tudo isso?



A Bíblia nos afirma no mesmo texto que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6), ou seja, esta fé agora, depois de entendida, precisa ser direcionada, depositada em Deus, senão não adianta nada. Sendo assim, seguindo nossa definição anterior, se a fé é a certeza de que há um mundo que não vemos e não entendemos misturado ao que vemos, a fé em Deus é dar a Deus o controle de todas as coisas que não vemos e que não entendemos.



Mas o que nos leva a entregar o invisível a Deus?



A continuação do texto de Hebreus 11, conta a história dos primeiros herois da fé, e vai dizer o porque eles decidiram ter fé, e como foi este processo (recomendo a leitura). Uma coisa que me chamou a atenção é que todos eles tinham uma coisa em comum: todos se entregavam a Deus (entregavam o que não viam e não entendiam) porque confiavam profundamente em Seu caráter, muito mais do que em suas promessas. Foi assim com Enoque, que andou com Deus e não se sabe para onde nem fazendo o que. A referência que se faz é que Enoque se aproximou de Deus porque cria que Ele existia e que era galardoador daqueles que o buscavam. Enoque não queria um prêmio específico, Enoque queria andar com Aquele que premiava, porque confiava que Ele era bom e sabia recompensar. Mais a frente o texto fala de Abraão, dá diversas demonstrações de sua fé, primeiro obedece a Deus e faz uma grande mudança, sem saber informações do lugar para onde ia e de como moraria lá. Foi por um motivo, porque sabia que se era Deus que estava chamando para uma mudança ele podia ir, pois Deus é bom e quer o melhor para nós. Depois quando provado por Deus no Monte Moriá, quando o filho da promessa lhe é solicitado, mostra para Deus que sua confiança não estava nas promessas que Deus havia feito, sua confiança continuava no Deus que havia prometido que pode dar e tirar. Não colocou toda a esperança na promessa, mas Naquele que prometeu, porque sabia que Aquele que prometeu era poderoso para ressuscitar, a confiança não estava na promessa, mas no caráter poderoso do Deus bondoso. Sara, a esposa de Abraão, quando lhe foi prometido um filho, o texto diz: “Teve por Fiel aquele que lhe havia prometido…”Sara não confiou em promessas, confiou no caráter fiel e bondoso de Deus, por isso entregou o que não via e o que não entendia a Deus. Foi assim com todos, confiaram na bondade, na fidelidade, no amor, na misericórdia, no caráter galardoador de Deus, e por isso entregaram o invisível e o incompreensível a Deus.

Ter fé em Deus então é entregar o que não vemos e não entendemos em Suas mãos porque confiamos em Seu caráter. Isto vai progredindo até que confiamos tanto no caráter Dele que queremos ter o caráter Dele em nós, queremos ser bondosos, fiéis, justos, misericordiosos, amorosos, queremos copiá-Lo. A expressão exata da fé é reproduzir o caráter de Deus em nós, porque confiamos tanto no caráter Dele, o consideramos tão infalível, que queremos ser iguais. De tal forma que, crer em Deus, ter fé, não é tomar posse de um monte de coisas (Abraão morreu sem tomar posse da terra, viver na terra da promessa sem querer tomar posse de tudo), antes, crer é confiar tanto no caráter de Deus que queremos ser possuídos por Ele e não queremos mais invadir terras, mas sim sermos invadidos pelo Seu caráter. A única posse que não poderíamos abrir mão de modo algum, se é que podemos dizer assim, é de ver o caráter de Cristo sendo formado em nós. Ter fé não é ser dono de um monte de coisa, nem sair tomando posse de tudo, ter fé é dar o controle de tudo que não vemos e não entendemos a Deus, até chegarmos à plenitude da estatura do caráter de Cristo. Não precisamos ter a posse de tudo, só precisamos ser completamente possuídos por Cristo, de forma que possamos dizer: Não vivo mais eu, Cristo vive em mim! Ele sabe do que precisamos e o que deve nos dar, Ele é galardoador dos que o buscam, Ele é fiel, e todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito (o propósito de Deus é que sejamos parecidos com Jesus Rm 8.29).

Você não precisa ficar preocupado com as promessas, nem mesmo com o futuro, ou com as coisas invisíveis e difíceis de entender. Entregue tudo isso a Deus porque Ele é bom, confie Nele, confie a Ele o seu futuro, seu invisível, e até o incompreensível. ENTREGUE-SE A DEUS, DESCANSE, ENTREGUE SEU CARÁTER A DEUS, DEIXE ELE VIVER EM VOCÊ!

CRISTÃO FICA DOENTE?



 
Creio em milagres. Creio que Deus cura hoje em resposta às orações de seu povo. Durante meu ministério pastoral, tenho orado por pessoas doentes que ficaram boas. Contudo, apesar de todas as orações, pedidos e súplicas que os crentes fazem a Deus quando ficam doentes, é um fato inegável que muitos continuam doentes e eventualmente, chegam a morrer acometidos de doenças e males terminais.

Uma breve consulta feita à Capelania Hospitalar de grandes hospitais de algumas capitais do nosso país revela que há números elevados de evangélicos hospitalizados por todos os tipos de doença que acometem as pessoas em geral. A proporção de evangélicos nos hospitais acompanha a proporção de evangélicos no país. As doenças não fazem distinção religiosa.

Para muitos evangélicos, os crentes só adoecem e não são curados porque lhes falta fé em Deus. Todavia, apesar do ensino popular que a fé nos cura de todas as enfermidades, os hospitais e clínicas especializadas estão cheias de evangélicos de todas as denominações – tradicionais, pentecostais e neopentecostais –, sofrendo dos mais diversos tipos de males. Será que poderemos dizer que todos eles – sem exceção – estão ali porque pecaram contra Deus, ficaram vulneráveis aos demônios e não têm fé suficiente para conseguir a cura?


É nesse ponto que muitos evangélicos que adoeceram, ou que têm parentes e amigos evangélicos que adoeceram, entram numa crise de fé. Muitos, decepcionados com a sua falta de melhora, ou com a morte de outros crentes fiéis, passam a não crer mais em nada e abandonam as suas igrejas e o próprio Evangelho. Outros permanecem, mas marcados pela dúvida e incerteza. Eu gostaria de mostrar nesse mural, todavia, que mesmo homens de fé podem ficar doentes, conforme a Bíblia e a História nos ensinam.

1. Há diversos exemplos na Bíblia de homens de fé que adoeceram.

Ao lermos a Bíblia como um todo, verificamos que homens de Deus, cheios de fé, ficaram doentes e até morreram dessas enfermidades. Um deles foi o próprio profeta Eliseu. A Bíblia diz que ele padeceu de uma enfermidade que finalmente o levou a morte: “Estando Eliseu padecendo da enfermidade de que havia de morrer” (2Re 13.14). Outro, foi Timóteo. Paulo recomendou-lhe um remédio caseiro por causa de problemas estomacais e enfermidades freqüentes: “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23). Ao final do seu ministério, Paulo registra a doença de um amigo que ele mesmo não conseguiu curar: “Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (2Tm 4.20).


O próprio Paulo padecia do que chamou de “espinho na carne”. Apesar de suas orações e súplicas, Deus não o atendeu, e o apóstolo continuou a padecer desse mal (2Co 12.7-9). Alguns acham que se tratava da mesma enfermidade da qual Paulo padeceu quanto esteve entre os Gálatas: “a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto” (Gl 4.14). Alguns acham que era uma doença nos olhos, pois logo em seguida Paulo diz: “dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4.15). Também podemos mencionar Epafrodito, que ficou gravemente doente quando visitou o apóstolo Paulo: “[Epafrodito] estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.26-27).

Temos ainda o caso de Jó, que mesmo sendo justo, fiel e temente a Deus, foi afligido durante vários meses por uma enfermidade, que a Bíblia descreve como sendo infligida por Satanás com permissão de Deus: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se” (Jó 2.7-8). O grande servo de Deus, Isaque, sofria da vista quando envelheceu, a ponto de não saber distinguir entre Jacó e Esaú: “Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam” (Gn 27.1). Esses e outros exemplos poderiam ser citados para mostrar que homens de Deus, fiéis e santos, foram vitimados por doenças e enfermidades.

2. O mesmo ocorre na História da Igreja.


Nem mesmo cristãos de destaque na história da Igreja escaparam das doenças e dos males. João Calvino era um homem acometido com freqüência de várias enfermidades. Mesmo aqueles que passaram a vida toda defendendo a cura pela fé também sofreram com as doenças. Alguns dos mais famosos acabaram morrendo de doenças e enfermidades. Um deles foi Edward Irving, chamado o pai do movimento carismático. Pregador brilhante, Irving acreditava que Deus estava restaurando na terra os dons apostólicos, inclusive o da cura divina. Ainda jovem, contraiu uma doença fatal (pneumonia). Morreu doente, sozinho, frustrado e decepcionado com Deus.

Um outro caso conhecido é o de Adoniran Gordon, um dos principais líderes do movimento de cura pela fé do século passado. Gordon morreu de bronquite, apesar da sua fé e da fé de seus amigos. A. B. Simpson, outro líder do movimento da cura pela fé, morreu de paralisia e arteriosclerose. Mais recentemente, morreu John Wimber, vitimado por um câncer de garganta. Wimber foi o fundador da igreja Vineyard Fellowship (“A Comunhão da Vinha ou Videira”) e do movimento moderno de “sinais e prodígios”. Ele, à semelhança de Gordon e Simpson, acreditava que pela fé em Cristo, o crente jamais ficaria doente. Líderes do movimento de cura pela fé no Brasil também têm ficado doentes. Não poucos deles usam óculos, para corrigir defeitos na vista e até têm defeito físico nas mãos.

O meu ponto aqui é que cristãos verdadeiros, pessoas de fé, eventualmente adoeceram e morreram de enfermidades, conforme a Bíblia e a História claramente demonstram. O significado disso é múltiplo, desde o conceito de que as doenças nem sempre representam falta de fé até o fato de que Deus se reserva o direito soberano de curar quem ele quiser.

Escrevo estas coisas, não para desanimar alguém de orar pedindo a sua cura - eu mesmo oro assim, quando encontro a doença em mim ou nos outros. Mas para consolar aqueles que oraram e pediram e a cura nunca veio e talvez nunca venha.