MINHA CRENÇA

Creio que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus e a autoridade máxima, revelando que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Creio que o Homem é criado à imagem de Deus, para uma vida eterna através de Cristo. Embora todos os homens tenham pecado e careçam da glória de Deus, estando totalmente perdidos sem Cristo, Deus faz a salvação possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que arrependimento, fé, amor e obediência são respostas necessárias e adequadas à graça de Deus estendida a nós, e que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e venham a ter conhecimento da Verdade. Creio que o poder do Espírito Santo é demonstrado em nós e através de nós para o cumprimento do último mandamento de Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

Curso de Teologia

Mostrando postagens com marcador Relacionamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relacionamento. Mostrar todas as postagens

Meus relacionamentos e Cristo




Não há nenhum motivo para amar a não ser porque Cristo nos amou. Ninguém pode ousar falar de amor sem passar pela cruz de Jesus. Se acaso, quisermos encontrar qualquer outro motivo para amar alguém, seja satisfação, prazer, beleza, segurança, ou qualquer outra coisa que não seja espelho do que Cristo fez por todos, fazemos do amor simplesmente um parque de diversões.

O amor não é uma recreação sentimental. O amor não é um produto comprado.

Eu sei, você vai me dizer que eu não conheço e nem convivo com as pessoas que você é obrigado a conviver, você vai me dizer que se eu soubesse o quanto seu pai é turrão, o quanto seu marido é complicado, o quanto seu namorado te maltrata, o quanto seu irmão é maldoso, quanto sua sogra é mandona, eu entenderia sua situação. Pois é, a novidade para você é que por causa de Jesus a gente não tem outra opção a não ser constranger as pessoas pelo amor DEle demonstrado.



Talvez você olhe para as dificuldades de relacionamento e veja somente problemas sem solução. Talvez ainda lhe falte a revelação de que Cristo é a maior expressão de amor que já existiu no universo e que você também é parte desse amor, sendo agente dele, carregando consigo por toda parte as marcas do amor de Cristo. Talvez você tenha perdido de vista a dimensão da cruz, e tenha entrado em um relacionamento sem notar que você é a expressão de Cristo para o outro. Talvez esteja perdido porque se entregou a um amor-próprio equivocado, fruto de um orgulho inquebrável. Talvez você tenha escolhido seguir com Cristo, mas deixou claro a Ele: “Bem, quero ter todos os benefícios de andar com o Senhor, mas deixa que dos meus relacionamentos eu mesmo cuido!”. Talvez você tenha medo de confessar que seu amor, no fundo, no fundo, é mais motivado por querer ser amado do que por querer distribuir amor. Talvez esteja indo para a cruz sem saber o que é a cruz.

Imagine que no momento da crucificação de Jesus, você era uma das pessoas que estava passando por ali, observando ao redor e tudo que conseguiu ver foi a cena de um homem sendo condenado por um crime, ou seja, apenas mais um dizendo ser o tal Messias que ia salvar o povo de Deus como tantos outros que foram punidos, ou então, você poderia ficar curioso diante de tal brutalidade que ali presenciada e isso despertaria um querer saber mais do motivo que levou aquele homem mesmo naquelas condições a suportar tal escárnio. Então, é desse olhar que estamos falando aqui.

Pare e pense.

Quem olha para o evento da Cruz não vê o amor sendo revelado, mas, se depara apenas com a dor e o sofrimento, mas quando no terceiro dia, é tomado pela ressurreição, de repente se dá de cara com a maior expressão de amor que já existiu.

Creio que amar e conviver pode se tornar uma experiência realmente cristocêntrica quando temos o modelo de Cristo como passo inicial para todas as atitudes. Repare que amar conforme Cristo não é a mesma coisa que amar conforme a igreja ensina a amar, como o pastor diz ser o melhor, como os cursos e livros dizem ser melhores.

Sobretudo, o espírito da cruz com seu efeito de reconciliação contínuo deve estar presente em todos os nossos relacionamentos.

Relacionar-se é, principalmente, reconciliar-se a cada dia. Agora, se no meio de nossos relacionamentos, quisermos ter apenas privilégios, glórias, razões e certezas, precisamos confessar que temos “amado” de uma maneira que não combina com a Cruz do nosso Senhor Jesus Cristo.

Lutando contra a pornografia



Pornografia é uma tentação universal precisamente porque provoca exatamente o que os poderes satânicos desejam provocar. Ela agride a natureza trinitariana da realidade, a comunhão em amor de pessoas, substituindo por um unitarianismo masturbatório.

E a pornografia também agride a figura de Cristo e sua igreja ao interromper a união de um só corpo, deixando os casais em situação semelhante à dos nossos ancestrais, escondendo-se um do outro e de Deus, por conta da vergonha.

E a pornografia ataca, como Satanás sempre faz, a Encarnação (1 João 4.2-3), ao substituir a intimidade corporal do casal pela ilusão de intimidade remota.

PORNOGRAFIA LEVA À IDOLATRIA.

A verdade central da religião cristã é a fé em um único Deus Santo. “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”, disse Jesus (Mt 4:10). A história do antigo oriente médio documenta a decadência das nações que adoravam deuses da fertilidade usando órgãos sexuais como seus símbolos e protituição como forma de adoração. Deus, no final das contas, puniu estas nações sem misericórdia, como Ele fez com seu próprio povo quando ele caiu nestas práticas pagãs. Pornografia supre os símbolos, os rituais, os estímulo e o credo para adoração do corpo humano e de seus impulsos sexuais ao invés do eterno Espírito, o Deus Jeová.


PORNOGRAFIA É ANTI-CRISTÃ.

Deus abomina tudo o que é imoral, sexualmente pervertido, associado a idolatria e a luxúria. “Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, … herdarão o reino de Deus … o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor” (1 Co 6:9-13). As Santas Escrituras exortam em Ef 5:3 e Ef 5:11: “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos” e “não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as”.




PORNOGRAFIA DESTRÓI AS RELAÇÕES HUMANAS NORMAIS.

Jesus ensinou que nós somos protetores de nossos irmãos. De fato, nós somos guardiães uns dos outros. Pornografia dita que a satisfação dos próprios desejos de alguém é tudo o que importa. Ignorando a praga da gravidez indesejada com seu resultado: o aborto. Deixa pelo seu caminho casamentos destruídos, crianças separadas e molestadas, jovens desiludidos e vizinhanças deterioradas. Os produtores, promotores e participantes não se preocupam com essas coisas.


PORNOGRAFIA ATACA MULHERES E CRIANÇAS.

O Cristianismo estabeleceu um lugar especial e de honra à mulher e a criança. Há séculos, quando ninguém olhava por elas nas sociedades pagãs, a Palavra de Deus deu-lhes dignidade e valor. Pornografia explora as mulheres como ferramentas descartáveis para a satisfação da luxúria masculina. Crianças são abusadas mentalmente, emocionalmente, fisicamente e espiritualmente para satisfazer as compulsões hedonistas dos viciados em sexo. Os seguidores conscientes do Senhor Jesus não podem dar as costas a este comportamento destrutivo.


PORNOGRAFIA VICIA.

Pornografia envolve seus usuários como uma corda sempre apertando mais através de seus impulsos sexuais. O apóstolo Paulo descreveu este processo assim: “obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza” (Ef 4:18-19).

PORNOGRAFIA É ANTI-SEXO.

A Bíblia descreve o sexo como um belo presente e cheio de propósito de Deus para o homem e a mulher. Ele projetou o enccontro sexual entre o marido e a esposa para se uma fonte de prazer mútuo, bem como o meio para perpetuar a Sua criação. Ele deu ao marido e a mulher a incrível capacidade de realizar o milagre de trazer a existência alguém à Sua imagem. Não é maravilhoso que este processo esteja “empacotado” em um relacionamento de intensa alegria, fisicamente, emocionaImente, espiritualmente e socialmente? Portanto, não seria de se espantar que Satanás atacasse justamente este ponto central da criação de Deus. Desde o início ele tem se determinado a destruir o sistema que executa o mandamento original de Deus “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai” (Gn 1:28b). Na demoníaca contradição ao plano de Deus, a pornografia promove a satisfação física sem amor, sexo sem responsabilidade, união sem obrigação pelas conseqüências, e exercício do privilégio sem nenhum cuidado com as conseqüências eternas originalmente projetadas para acompanhá-lo.


PORNOGRAFIA E AMBIÇÃO SÃO PARCERIAS NA MALDADE.

Ambição, de acordo com as Escrituras, desgosta a Deus e é destrutivo para a humanidade. Em contraste, Deus exorta em Sua Palavra que nós vivamos pelo nosso trabalho honesto. Os poucos capitães da indústria pornográfica levam vantagem das massas para seu próprio ganho, apesar dos impactos destrutivos nas vidas e na sociedade. Tanto produtores como revendedores ganham altos lucros. Os cofres do crime organizado estão abarrotados com o ganho proveniente da pornografia. Todos os estudos governamentais documentam umas poucas famílias do crime organizado controlam a distribuição nacional de pornografia pesada (hard core). (Final Report, Attorney General’s Commission on Pornography, Volume 1 at 912-17.)

O QUE A BÍBLIA DIZ ACERCA DA PORNOGRAFIA

Do Gênesis ao Apocalipse, Deus enfatizou os mesmos princípios várias vezes. Você não pode misturar trevas e luz, você não pode se juntar ou colocar-se debaixo de conselho de algo que não é de Deus sem se corromper.

Lv 20:7, Sl 101:3, Pv 6:25-29; Pv 7:4-27; Pv 23:7; Pv 31:10
Mt 5:27-28; Jo 5:14; Rm 6:11-14; 1 Co 6:12-20; 1 Co 7:1
1 Co 7:8-9; 1 Co 7:37; 1 Co 10:13; Gl 5:16-17; Gl 24;
Ef 2:3-6; Ef 4:18-19; Ef 5:3; Ef 5:11; Fp 4:8
1 Ts 4:3; Tt 2:11-12; Tt 3:3-5; Hb 2:18; Hb 4:15-16; Hb 13:4
Tg 1:12-14; Tg 4:1; Tg 4:7-8; 1 Pe 1:14-16; 2 Pe 1:4; 2 Pe 2:9
1 Jo 2:16,17; Jd 18-21; Ap 14:4

O CARÁTER DE UM HOMEM DE DEUS



Quando o Espírito de Deus habita em alguém, há, de forma natural, o caráter que excede aos demais, que não O têm. É o caráter de Deus. Noé, Jó e Daniel foram servos que, por conta disso, se excederam aos demais. Toda história de Noé, por exemplo, se resumia num único verso: “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus”. Gênesis 6.
9

Jó não era diferente. “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal”. Jó 1.1


Daniel também, mesmo no cativeiro da Babilônia, resolveu, “firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia…” Daniel 1.8 Ou seja, se ele condicionou-se a não usufruir das iguarias do rei, quanto mais no que diz respeito aos demais pecados.

Não cobice em seu coração a sua beleza






Não cobice em seu coração a sua beleza nem se deixe seduzir por seus olhares, pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, mas a adúltera sai à caça de vidas preciosas. Provérbios 6:25-26
Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói. Provérbios 6:32

Não só destrói a si mesmo, mas a família inteira!

Isso vale para a mulher também!

A oração!



Se você coloca a oração como parte de sua respiração!!! aí sim você tem uma vida cheia do poder de Deus... Uma vida de oração que é feita apenas na igreja, aí sinto muito , você tem uma vida espiritual fraca e com pouco poder... e Infelizmente, nenhuma vida no altar, nenhum momento de intimidade de comunhão com DEUS, aí aí aí!!! nenhum poder??? que pobreza espiritual; aí é para chorar e querer mudar a história de sua vida, ainda dá tempo...Tenha uma vida abundante na presença de DEUS, a sua oração pode transformar o mundo.

Desafiando Gingantes


Já assisti umas 4 vezes o filme e não me canso! Selecionei as melhores frases pra colocar aqui, elas vão servir pra todos os momentos e em toda a vida!
Melhores frases:
- “Como eu posso sentir tanta falta de alguém que eu nem conheço?”
- “Então por que Ele me fez tão pequeno e fraco?
Para mostrar o quanto Ele é poderoso.”
- “Eu to cansado de ter medo, Senhor se eu tiver que fazer alguma coisa me mostre!”
- “Mas o Senhor é o meu Deus e está no seu Trono, pode ficar com as minhas esperanças e sonhos mas me dê alguma coisa, me mostre uma saída!”
- “Eu sabia que ia errar antes de chutar!
Suas ações sempre seguem suas crenças.”
- “Se você aceita a derrota é isso que vai conseguir.”
- “Não adianta nada você ficar em cima do muro tem que decidir logo de que lado vai ficar.”
- “Servimos o Deus que abre portas que ninguém consegue fechar e fecha portas que ninguém consegue abrir.
Deus disse: eu o colocarei a frente de uma porta aberta que ninguém conseguirá fechar.
Eu sei que está com pouca força mesmo assim você manteve Minha palavra e não negou Meu nome.
Até Deus despertar você, você precisa florescer onde está plantado.”
- “Eu ouvi uma historia sobre dois agricultores que precisavam muito de chuva, os dois oraram pedindo, mas apenas um foi lá preparar seus campos para recebê-la.
Qual deles confiou mesmo que Deus iria mandá-la? Deus vai mandar a chuva quando ele estiver pronto. Você tem que preparar seu campo para recebê-la.”
- “A vida não se trata de nós, não estamos aqui apenas para obter glória, ganhar dinheiro e morrer a Bíblia fala que Deus nos colocou aqui por Ele, para o honrarmos.”
- “Jesus disse que o mais importante da vida é amar a Deus com tudo que somos e amar ao próximo como a nós mesmos.”
- “Se vencermos, O louvaremos,  se perdemos O louvaremos!!”
- “Eu não quero que você desista a um certo ponto quando pode ir além.”
- “Tá DOENDO!
Não reclame de tudo de si, CONTINUE! Você consegue Brock!”
- “Ainda assim eu amo o Senhor, eu ainda amo o Senhor meu Deus!”
- “Muito bem Senhor, nos trouxe até aqui, haja o que houver será louvado.”
- “Na palavra de Deus, Ele disse 365 vezes não tenha medo, com tantas vezes assim Ele devia estar falando serio não acha?!”
- “Eu quero que você dê o melhor de si e deixe o resto com Deus.”
- “Agora me diga o que é impossí­vel para Deus? NADA!”





Filme Completo



Davi



Davi não adquiriu o status de homem segundo o coração de Deus instantaneamente. Não – ele teve de se tornar assim. E uma das maneiras pela qual fez isso foi edificando o seu pior inimigo.


 Saul usou todos os meios possíveis tentando destruir Davi. Mas nada que Saul fizesse podia fazer com que Davi parasse de lhe honrar e respeitar.Saul tinha inveja de Davi; mentiu sobre ele, roubando sua reputação; tentou desacreditá-lo diante de seus mais íntimos amigos - e alistou outros para se levantarem contra Davi. Finalmente enxotou-o para fora de Israel. E destruiu os que tentavam defendê-lo.


 Simplificando, Saul não deu descanso a Davi.Ocasionalmente Saul se arrependia, confessando seus erros; ele choraria como um bebê, “Sinto muito, Davi – por favor, me perdoe”. Mas logo sairia atrás de Davi com ódio ainda maior.Creio que de todas as pessoas mencionadas nas escrituras, Davi suportou o tratamento mais odioso e depreciativo depois de Cristo. E tudo vindo de um homem que antes amava muito Davi – Saul. Ainda assim, cada vez, Davi reagia amando e honrando Saul.


À certa altura, Saul matou oitenta e cinco piedosos sacerdotes na cidade de Nob. Abiatar, filho de um destes sacerdotes assassinados, escapou e buscou refúgio com Davi. Quando o jovem contou sobre esse hediondo massacre, os servos de Davi devem ter se sentido afrontados. 


Provavelmente pensaram, “Agora Davi pode avançar sobre o acampamento de Saul e matá-lo por uma boa causa. O nosso capitão tem a lei a seu favor. Ele tem todo o direito segundo as escrituras de retomar o reino deste criminoso. Certamente todo o Israel ficará horrorizado quando ouvir que Saul matou oitenta e cinco sacerdotes a sangue frio”.Contudo quando Davi ouviu a história, ele simplesmente curvou a cabeça e chorou. Em verdade, ele assumiu pessoalmente a culpa pela matança. Ele disse a Abiatar, “Fui a causa da morte de todas as pessoas da casa de teu pai” (I Samuel 22:22). Davi era totalmente inocente – ainda assim voluntariamente assumiu a culpa de outro homem. Creio que nesse momento Davi começou a crescer em graça. Foi um passo gigantesco no sentido de tornar-se um homem segundo o coração de Deus.Em outra ocasião, Saul estava perseguindo Davi, tentando matá-lo. Ele e seus homens pararam numa caverna para descansar, não sabendo que Davi e sua tropa estavam se escondendo mais no fundo da mesma caverna.


 Quando Saul e seus homens adormeceram, a tropa de Davi começou a conspirar, “É agora – o teu dia de vitória e vingança chegou. Deus entregou Saul em tuas mãos. Vamos matá-lo agora, enquanto podemos. Tu podes ser rei antes que o dia acabe”.Mas Davi recusou; em vez disso, cortou um pedaço da roupa de Saul antes de fugir. Com isso ele quis mostrar a Saul mais tarde que poderia tê-lo matado. Mas, as escrituras dizem, “Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul” (24:5).À uma distância segura, Davi gritou para Saul em profundo sofrimento. Assim que Saul saiu da caverna, Davi se humilhou diante do rei, curvando-se até o chão e até chamando-o “pai” (24:11). Então Davi declara, “a minha mão não será contra ti” (24:12). Ele estava dizendo, “Faça comigo o que quiser, Saul. Você pode me caçar, perseguir, mesmo tentar me matar. Se for para eu ser vingado, o Senhor terá de fazê-lo”.Mais tarde, quando Davi ficou sabendo da morte de Saul, ele não se alegrou e nem declarou que a justiça de Deus fôra feita; ele nunca ficou murmurando, “Graças a Deus, fui vingado. Saul teve o que merecia”. Não – Davi rasgou as vestes e chorou. “Prantearam, choraram e jejuaram até à tarde por Saul” (2 Samuel 1:12). “Pranteou Davi a Saul... com esta lamentação... 


A tua glória, ó Israel, foi morta sobre os teus altos! Como caíram os valentes!” (1:17,19).Eu às vezes lembro de meus próprios dias de provação, quando outros ministros me maldisseram tanto que fui levado às lágrimas. Ao ler meus registros hoje, penso, “Senhor, que pesadelo. Eu achava que a dor nunca iria acabar”.Mas durante tais dias, eu geralmente não reagia com graça e perdão como Davi; pelo contrário, eu recontava minhas histórias de infortúnio e mal tratamento a meus companheiros. Eu citava o nome das pessoas que me ofenderam e contava de novo todas as coisas asquerosas que me tinham feito. Eu estava reagindo como menino emburrado – e me tornava tão culpado quanto os que me maldiziam.


A minha conversa não era digna de Cristo naqueles dias. Contudo, nos últimos anos, me comprometi a buscar perdão de todas as pessoas às quais reagi com falta de graça. E tenho tentado ter paz com todos que conheço.




-David Wilkerson

Solitários, carentes e infelizes


Existe um tipo de aranha, chamada viúva negra (foto ao lado), que tem um comportamento bem peculiar: de tamanho mais avantajado que o dos machos de sua espécie, ela depende deles para se reproduzir. Por isso, aceita a corte do macho, estende a ele sua sedução e topa ter um relacionamento. Mas basta o macho ter terminado de fecundá-la que a viúva negra o agarra e o devora lentamente, com ele ainda vivo, deixando apenas uma casca vazia e retorcida. Isso mesmo. Aquele que foi tão importante em certo momento de sua vida simplesmente se torna seu jantar. Imagino os olhinhos esbugalhados do surpreso e assustado aranha-macho ao ver aquela de quem ele tanto precisava, que tanto quis, que afinal acreditou ter vindo para resgatá-lo de uma vida de tristeza… ser sua ruína final.


Pois em nossa vida existe uma viúva negra que age de modo muito semelhante. Seu nome é solidão (ou, em outros dialetos, carência afetiva). Fato é que tenho visto tantos e tantos cristãos solitários e carentes! Tão desesperados por preencher com alguém as lacunas que existem em suas almas que acabam cometendo grandes erros, equívocos dos quais vão se arrepender pelo resto de suas vidas – exatamente como o aracnídeo macho.
O processo é relativamente semelhante na maioria dos casos. Começa com a pessoa sentindo-se solitária, carente, incapaz de viver uma vida que tenha sentido se nao houver alguém que preencha as lacunas que há em sua alma. A pessoa não se basta a si mesma. Precisa de outro. “Não sei viver só”, diz. A falta de um ente amado lhe é tão ensurdecedora que, na ausência de um amor verdadeiro, acaba convidando para habitar em sua vida afetiva alguma pessoa por quem nutre algum tipo de sentimento benigno, seja uma amizade, um carinho, até mesmo atração física. Mas que não é AMOR. Eis o início do erro fatal.


A corte se inicia. Os dois se aproximam. A pessoa vê naquele outro a oportunidade de completar suas lacunas, seu vazio, sua solidão, sua carência. Até mesmo enxerga nele a possibilidade de ser o pai (ou a mãe) dos filhos que sonha ter. E o convida para entrar. Então, motivada não pelo amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, mas por um vazio de solidão e carência, começa um namoro. É até gostoso, no início. O outro te diz palavras bonitas, exalta suas qualidades, diz que seus defeitos não importam, te chama de apelidos carinhosos, faz você se sentir querido, acolhido, abraçado, acompanhado. De repente, a sensação de vazio some, o outro te faz companhia, serenatas, te chama de “meu amor”, preenche os espaços da sua carência.
Mas o tempo, ah, o tempo…esse é implacável. Ele passa. E a sociedade tem suas exigências! Ela cobra. Aquele que está ali ocupando uma carência e tampando as rachaduras da solidão não pode ficar assim para sempre e, mais cedo ou mais tarde, terá de ser guindado ao posto de noivo – e, em breve, ao de marido (ou esposa). E, num dia qualquer, como um inseto que foi se enroscando numa teia até não conseguir mais sair dela, você vai acordar e descobrir que dorme ao seu lado, de aliança no dedo, alguém que foi trazido a sua vida por um tempo para ser reboco de lacunas vazias, mas só que agora ele não é mais isso: é seu cônjuge pa-ra-o-res-to-da-vi-da. Alguém com quem você terá de dormir todas as noites, entregar a ele seu corpo e sua intimidade, devotar-se completamente, dividir as fotos de viagem, ver TV abraçado sob o edredom, andar de mãos dadas, conversar sobre os pensamentos profundos que ele tiver na cabeça, dar beijos longos e ardorosos. Estar junto na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de sua vida, até que a morte os separe. Ali estará o pai (ou a mãe) de teus filhos – que terão a cara dele (ou dela).


O dia chegará


Mas um dia (e esse dia chegará, meu amigo, minha amiga, já vi isso incontáveis vezes, em especial entre evangélicos), deitada no travesseiro da sua teia, você vai se virar para o lado e deixar lágrimas escorrerem. Pois vai descobrir que aquele alguém muito legal que serviu para aplacar a sua solidão num certo momento da vida… não dá sentido humano a ela. Simplesmente é incapaz de cumprir o papel de compleitude, pois o papel dele era provisório, tinha prazo de validade, funcionava por um tempo – e o que você acha que ele faria pelo resto de seus dias ele é incapaz de fazer:ser AMOR.


Para ser honesto e cruel, falando friamente não haveria razão lógica ou emocional para ele continuar ali. Mas você é um bom cristão, então divórcio está fora de cogitação. Fica então um oco. E para sua surpresa (hoje você não sabe disso, mas descobrirá) nem mesmo os filhos que ele te deu preenchem esse vácuo, pois o tipo de amor paterno/materno é absurdamente diferente do amor que precisamos dar e receber de um homem/uma mulher. Vocé percebe que há um enorme rasgo e um incomensurável vazio em suas entranhas. Elas foram devoradas e você nem percebeu. Você quis matar a solidão e de repente se vê imerso numa indissolúvel solidão a dois. Sim, Cazuza acertou nessa: solidão a dois existe. E muito. E nossas igrejas estão abarrotadas delas.
Isso é um fenômeno muito comum entre cristãos de diferentes faixas etárias. Somos adestrados a casar. Achamos que é no outro que encontraremos nossa felicidade, nossa compleitude. E, meu irmão, minha irmã… estamos errados. Pois se o que buscamos é fugir da solidão, qualquer coisa ou pessoa que acabe com nossa solidão serve. Se o objetivo é suprir carência, qualquer um que nos chame de “meu amor” recebe o nosso sim. Ou mesmo um filho que venha pelo meio do caminho achamos que suprirá nossa carência ou aplacará nossa solidão. Mas você, que é veterano e a essa altura já criou os filhos, percebe que eles foram embora cuidar de suas vidas, curtir seus amigos, viver seus amores, ter seus próprios filhos. E o que restou a você no ninho vazio foi aquela pessoa legal a quem tem que chamar todos os dias de “meu amor” e dormir ao seu lado na cama. Abraçado, se ainda sobrar algum sentimento nobre que te obrigue a fingir que ele é seu grande amor. Mas não é isso. Não é isso! Não é isso o que nos fará feliz, não é isso o que Deus deseja nem o que Ele planejou para os seus.


Ossos e carne


Deus criou homem e mulher para se completarem. Para serem, como diz Gn 2.23, “osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Para não conseguirem viver um sem o outro. Se arrancarem os seus ossos veja se consegue seguir vivendo sem eles. Arranque-se sua carne e veja quanto tempo dura sem desfalecer. Deus criou homem e mulher que se unem em casamento para viverem como um e morrerem como um. Casamento é uma coisa muito séria.


Aliás, amor é uma coisa muito séria. Não é brincadeira. Não é coisinha de poeta. E muitos de nós, especialmente nas igrejas, temos vivido nossos amores como uma grande equação matemática. Algo frio: preciso casar, é o que esperam de mim, não sei viver só, é o que todos fazem, então pronto: subo ao cadafalso do altar, me entrego ao carrasco do pastor e deixo que me executem. Mas, querido, querida, amor é razão, mas também é emoção e ação. Amor é um milagre. Amor é uma força que derrubou impérios, motivou guerras, gerou as maiores obras de arte da história da humanidade. No amor há livros, no amor há pintura, há escultura, há beleza e lágrimas. O amor é tão fundamental que ele é a essência do Deus que é amor. Como tratar isso apenas matematicamente? Racionalmente? Tratar o amor somente pela lógica seria ilógico.
Existe amor verdadeiro. Existe amor que dura para sempre. É ou não é o que a Biblia diz em 1 Co 13.8: “O amor jamais acaba”? Existe um amor, além do de Cristo, que dá razão a um relacionamento. A uma vida. E esse amor não será jamais ocupado por rolhas postas para vedar lacunas de solidão e carência: só será preenchido por alguém que faça sua vida brilhar. Que faça sua vida ser.


A notícia não muito agradável é que pode demorar anos para você encontrar esse amor. Pode demorar muito tempo para chegar a pessoa que preencherá não só suas lacunas, mas que se fundirá 100% à sua alma. E esse é o problema. Não queremos esperar. Não suportamos a pressão. Não suportamos a carência. Seu peso nos esmaga. Ela é mais forte do que nós. A viúva negra tem um tamanho bem maior que o do macho. E muitos se sentem impotentes diante dela. Por isso, sucumbem. E, mais à frente, terão suas entranhas devoradas. Mas… naquele momento… Ah, que importa? A viúva negra lhe chama de “meu amor”, acaricia seu ego e seus cabelos, faz a solidão desaparecer. Lhe faz companhia. Manda flores. Ela te seduz, te atrai, te enreda em sua teia.

Mas a viúva negra traz morte.


Meu irmão, minha irmã. Eu e você vivemos numa sociedade que nos empurra para a teia. Mas não importa quanto tempo demore para que você encontre o amor. Na verdade, isso é o que menos importa, em se tratando de amor. Veja o exemplo de Jacó, que sabia exatamente quem queria e esperou o tempo que fosse: “Jacó trabalhou sete anos por Raquel, mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava” (Gn 29.20). Isso é amor. Isso é verdade. Isso é tudo. Não troque o ouro puro do amor verdadeiro, aquele que em termos humanos dará sentido a tudo o que você viverá até chegar ao seu leito de morte, pelo latão enferrujado de uma solidão suprida. Pela pobreza de uma carência afetiva aparentemente resolvida. Por um nada travestido de alguma coisa.
Se estiver em dúvida, pergunte ao macho da viúva negra, de olhos esbugalhados e entranhas devoradas, se valeu a pena entrar naquela relação apenas para suprir sua solidão e sua carência. Lembre-se que o macho da viúva negra chegou à teia dela com um vazio na alma e com tristeza no coração. Mas inteiro. E, depois que aquela relação se consumou, tudo o que sobrou dele foi uma casca vazia, do que um dia foi alguém carente sim, mas cheio de possibilidades e de potencial para viver um grande amor. De viver uma VIDA. Nunca abra mão disso. Nunca. Ou você estará se condenando voluntariamente à morte. A propósito, os filhos daquela relação entre a viúva negra e o macho seguiram seus rumos, foram viver suas vidas. A viúva negra também foi em frente, feliz que só. O macho? Acabou a vida oco, seco, triste e morto.






Fonte: Blog Apenas

A menina mais cristã do mundo


Eu me emocionei ao ver esse video, pois vi nessa garotinha o comportamento que eu, você e todos os cristãos deveríamos ter: você leva uma mordida, uma patada, o que for, mas depois perdoa, ama, compreende, abraça, se dedica. Quem faz o contrário do que essa menina fez, ou seja, é contrariado e sai distribuindo agressões, patadas e ofensas não entendeu o que é verdadeiramente ser cristão. E está fadado a viver em amargura.
“Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus” (Mateus 18.3).

Debate - Que tipo de mulher o homem evangélico quer para esposa?


Que tipo de mulher o homem evangélico quer para esposa?
Tema: Aparência Física e Casamento
Uma ouvinte por e-mail
Sempre gostei de um amigo da minha igreja. Em todas as nossas conversas ele sempre dizia que eu era a moça que qualquer rapaz gostaria de namorar. Só que quando ele ficou sabendo dos meus sentimentos, começou a fugir de mim. dava várias desculpas, dizendo que não poderia me corresponder porque trabalhava demais. Passado um tempo, chegou em nossa igreja uma moça belíssima. E advinha, eles estão juntos. Ele não só arrumou tempo para namorar, como também topou enfrentar um jugo desigual, enquanto que para mim não existia tempo. Afinal, o que buscam os homens nas mulheres? A aparência física é extremamente importante no relacionamento? E os homens evangélicos, que tipo de mulher eles querem para esposa? Escolher pela aparência pode se tornar um erro fatal? O que você acha?
Com os debatedores:
Pastor Josué Valandro Junior / Pastor Amilton Vargas
Adolfo Conder / Missionária Célia Pereira

O NAMORO NO CAMPO MISSIONÁRIO

ou
Quando o amor não é o bastante!
O assunto escolhido para este mês foi ‘Namoro no Campo’, um assunto muito pertinente à vida do missionário, pois as estatísticas da pesquisa da SEPAL(2001)  dizem que 21% dos missionários brasileiros são solteiros (por que não dizer solteiras, uma vez que o numero de solteiras é maior (15%)  do que solteiros (06%)  !) .
Estando no campo e sendo solteiro ou solteira, as oportunidades para um namoro com certeza aparecerão, haja vista o numero de casamentos interculturais na comunidade missionária.  Por isso, a necessidade de antemão conversar sobre o assunto para não ser pego ou pega de surpresa, com as especificidades da situação.
Em primeiro lugar, o que é namoro? Na Bíblia, por exemplo, não vemos esta prática. Os casamentos eram arranjados, isto é, na hora certa, a família fazia os arranjos necessários para que os pombinhos se encontrassem. (De minha parte até acharia bom, acredito que muitos já estariam casados!)
Na nossa cultura, namoro é  (pelo menos era !)  a fase que antecede o noivado e por fim o casamento. Digo na nossa cultura, pois namoro pode ser interpretado de outras formas em outros lugares, podendo até não existir em algumas delas. Esta fase seria dedicada ao mútuo conhecimento, até para perceber as diferenças das histórias que seriam trazidas para o casamento.
Entendendo então, o que namoro significa para nós, por que então tratá-lo de uma forma diferente quando se está no campo? Existem razões para isto,  Vou aqui apontar algumas.
Em primeiro lugar, é importante dizer que o namoro no campo pode ter várias configurações : pode  ser entre duas pessoas do mesmo país, que por razões semelhantes ou diferentes se encontram lá; pode acontecer entre pessoas de culturas diferentes, um de fora e outro do país hospedeiro, e até mesmo os dois de países diferentes daquele onde se encontram. Em cada uma destas possibilidades, existem áreas a serem observadas para que o relacionamento se concretize de uma forma que traga conforto para os envolvidos.
Em segundo lugar, penso que namoro significa possibilidade de casamento e por isso, no campo missionário se faz diferente, uma vez que pessoas de culturas diferentes vão construir uma relação.
Existem outros pontos que poderiam ser vistos, como o melhor momento para iniciar um relacionamento no campo, implicações com as organizações de envio, regras de conduta , etc. Contudo, neste artigo vou me ater principalmente à questão de um dos  produtos do namoro no campo – o casamento intercultural.
Casamento Intercultural
“De fato, eu comecei a perguntar, será que casamentos mono culturais existem?” Timo Keskitalo (citado em Love Across Latitudes, 1999, Contracapa)
Casamento, segundo a os princípios bíblicos, é uma relação única entre um homem e uma mulher que têm como objetivo,  passar o resto de suas vidas  juntos. Para o casamento, cada um trás consigo uma mistura própria de experiências passadas.
Neste sentido, todos os casamentos podem ser considerados interculturais, cada um dos cônjuges vem de histórias diferentes, com suas tradições, valores e costumes.  Mas os de culturas diferentes dentro do contexto que estamos usando neste artigo, podem trazer conflitos próprios desta realidade. A grande mobilidade da sociedade tem resultado a cada dia num maior número de casamentos entre pessoas de localização geográfica e culturas diferentes, não só na comunidade missionária .
Estudiosos do assunto, colocam que quanto maior a diferença no ‘background’ cultural, maior poderá ser a dificuldade dos cônjuges para se adaptarem ao casamento. Muitas vezes as próprias características que foram os atrativos para o envolvimento, acabam sendo as causas de conflito.
Pensemos por exemplo no caso onde uma moça brasileira , que se apaixona, namora e casa com um rapaz europeu. As características desta moça talvez sejam a abertura, a alegria, a comunicação, enfim, o perfil que chamaria atenção de um europeu mais reservado. Imagine agora, este casal em uma visita ao Brasil.  O comportamento social da esposa, parando para conversar com todo mundo, abraçando os amigos,  poderia  ser interpretado como um ataque ao marido, que pode se sentir  deixado de lado . Imaginem então se o marido vem de uma cultura que dá uma super importância à pontualidade, quando a esposa se atrasar para um compromisso.
O conhecimento das diferenças nos sistemas  culturais pode ser útil para os cônjuges que tomam o comportamento um do outro em termos pessoais. Os casais podem experimentar uma súbita e notável mudança na resposta quando passam a ver o comportamento do cônjuge como fazendo parte de um contexto étnico mais amplo, e não como um ataque pessoal.
Como no exemplo acima, o marido poderia perceber o comportamento da esposa como uma forma de ataque pessoal e não como algo fortemente influenciado pela cultura.
Em outras palavras, o efeito das diferenças culturais que cada um trás para o casamento  , vai variar de acordo com o conhecimento que cada um tem destas diferenças e da maneira como vai interpretar os comportamentos do cônjuge.
O impacto da herança cultural que cada um trás, vai se manifestar de alguma forma , em situações diárias por todos os estágios da vida.  Desde o nascimento até a morte, existem padrões de comportamentos que são definidos pela cultura, podendo chocar completamente um membro de outra cultura.  Por exemplo, no Brasil o nascimento de um filho é um evento familiar, onde a presença dos avós é completamente aceita e até esperada. Na Inglaterra por sua vez, o acontecimento restringe-se mais ao casal, e a presença dos avós chega a causar espanto. Portanto, para cada acontecimento no ciclo da família, onde o casamento envolve duas culturas diferentes, haverá duas opiniões bem diferentes e até divergentes. Alguns aspectos do casamento intercultural, como dinheiro, tempo, gênero e questão de filhos, entre outros, podem trazer conflitos.
Na minha prática atendendo casais que se aventuraram no casamento intercultural, tenho percebido que somente o amor não dará conta de sustentar o relacionamento. É preciso entendimento da situação, conhecimento da cultura um do outro, desejo de abrir mão e muitas vezes ajuda de fora para ter um relacionamento como o Senhor planejou .
Procuro ajudar a estes casais a:
  1. Reconhecerem suas diferenças e sua complementaridade, pois assim poderão ter uma idéia mais clara de quais são as concepções do outro.
  2. Validarem as escolhas que fizeram com base na complementaridade e regularizarem as abordagens e crenças de cada um.
  3. Criarem uma “terceira realidade”, uma realidade transcultural, um cenário onde ambos podem ser eles mesmos e, ao mesmo tempo, sensíveis às reações mútuas. Isto representa para o casal o desafio de estabelecer, em cada situação, quem entre os cônjuges é capaz de fazer o sacrifício que levará a um compromisso e ao conhecimento de que o parceiro que se adaptou ao outro é o único que poderia tê-lo feito.
Sabendo da minha busca por material apropriado para o assunto, recebi de presente do meu querido esposo, Silas,  um livro (infelizmente só está em inglês ) chamado, Love Across Latitudes. Este é um livro precioso, altamente recomendável, escrito por uma missionária da AWM ( Arab World Mission ), Janet Fraser-Smith , que também teve um casamento intercultural.
Pois bem, neste livro há umas recomendações úteis para quem está querendo embarcar nesta aventura :
  1. Pense bastante – Gaste bastante tempo antes de tomar a decisão final!
  2. Pesquise o suficiente –
    1. Se possível passe um tempo na cultura do outro, antes do noivado .
    2. Estude a cultura do outro profundamente … Procure e tente entender o que vai ‘por debaixo do pano’.
  3. Pese os prós e contras – Considere os assuntos difíceis: a longo prazo, onde iremos morar ? Muitos casais não querem fazer esta pergunta. Qual será o impacto nos filhos?
  4. Sinta o medo.
  5. Case assim mesmo, mas somente após terem se testado e esteja certo que esta é a vontade de Deus para suas vidas!
Concluindo, gostaria de dizer que qualquer pessoa que está disposta a entrar em um relacionamento intercultural precisa estar preparado para conhecer e compreender ao máximo possível o ‘background’ do seu cônjuge, embora talvez no momento do namoro, com toda a atração envolvida, esta seja uma tarefa difícil. Isto não somente trará um maior conhecimento do outro, mas também oferecerá uma base segura de onde um belo  relacionamento poderá ser construído.
Márcia Tostes é terapeuta familiar e Diretora para o cuidado integral do missionário na Missão Antioquia

NAMORO – Jovens evangélicos falam de suas preferências e inquietações

Ja que não estou namorando, o negocio é postar sobre namoro, rsrsrsrsrsrrs....
Abraços e fiquem na Paz!
NAMORO – Jovens evangélicos falam de suas preferências e inquietações

 Ela tem um visual de parar o quarteirão. É dona de um sorriso encantador, cabelos castanhos claros e olhos verdes. As medidas perfeitas, Angela Maria da Silva (nome fictício), de 17 anos, conserva desde a época em que aventurou-se como modelo da Agência Ford, na qual chegou a fazer alguns trabalhos fotográficos. Hoje, após três anos de conversão ao Evangelho, a adolescente não quer mais o glamour do mundo fashion. Prefere os afazeres na Igreja do Evangelho Quadrangular de Gravataí, no Rio Grande do Sul, onde é membro atuante e serve a Deus com o entusiasmo característico de qualquer jovem de sua idade. No mais, ela estuda, tem amigos, gosta de se divertir e curtir a família.
Mas apesar da beleza acima da média, ela é mais uma que recorre ao jargão “espero no Senhor”, para explicar sua atual situação – está sozinha, à procura de um namorado. Só que Caroline, a moça da capa desta edição, não deixa de lembrar a Deus que continua aguardando. “Eu oro todo dia e escrevo num papel o tipo de pessoa que espero”, confidencia. Mas, para os mais afoitos, vai o recado: “Tem que ser uma pessoa evangélica, claro, que esteja dentro da igreja.” Ela enumera: “E que seja sincero, honesto, humilde, compreensivo e que não queira só um namoro, mas que tenha a pretensão de, futuramente, casar.”
Muita coisa? Nem tanto. No meio evangélico, quando o assunto é namoro – e êta assuntozinho para render dentro das igrejas! –, é comum que a moçada idealize a futura cara-metade de acordo com uma série de valores, entre os quais as características puramente espirituais. Caroline vai mais longe: além de atender àquelas exigências, qualquer pretendente tem que passar pelo crivo dos pastores da jovem. A coisa lá é séria: “Quando a gente gosta de um menino, tem que conversar com o pastor. Ele pede para gente orar por três meses. Se essa atração resistir a esse período de oração e jejum, somos apresentados perante a igreja. E se um dia a gente decidir terminar o namoro, tem que comunicar ao pastor.”
Definitivamente, o namoro é algo que mexe com a cabeça dos crentes. E dos jovens em particular, já que é naquela fase da vida que as borboletas são mais coloridas e as flores, mais perfumadas. Poesia barata à parte, o folclore evangélico até já cunhou algumas pérolas sobre o namoro, como aquela de que, durante a juventude, quando as ofertas são abundantes, a garotada costuma empregar o texto do salmo 40 – “Esperei confiantemente no Senhor” –, mas que, à medida que o tempo passa e a barreira dos 30 anos se aproxima, o texto áureo passa a ser o famigerado versículo que diz “Aquele que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora”.
Orações fervorosas
Deixando as brincadeiras de lado, o assunto tem que ser tratado com a seriedade que merece. É comum que os crentes, acostumados a recorrer ao Alto em tantas situações da vida, empenhem-se em fervorosas orações para sair da solidão – ou do encalhamento, caso se queira usar termo mais pejorativo. “Creio que Deus tem uma pessoa preparada para cada um”, opina Diogo Schenferd, de 18 anos, membro da Igreja Metodista em Campinas (SP). Atualmente, ele está sozinho, mas esperançoso – afinal, conta com Deus para lhe dar uma forcinha. “Nossas orações têm que ser diretas, deixando claro o que realmente queremos”, ensina. Ele confidencia que já tem uma menina em vista: “É, tenho gostado de alguém”, despista. Claro, a decisão está na pauta de suas orações. Responsável, o rapaz tipifica o senso comum dos crentes. “O namoro deve ser levado a sério. Temos que dar um bom testemunho”, sustenta.
Juliana Machado Rodrigues, crente da Igreja Hebron, em Goiânia (GO), também está na fase da “espera em Deus”. “O Senhor tem alguém preparado para mim”, confia. No frescor de seus 19 anos, ela se dá ao luxo de fazer exigências – algumas bem detalhadas, aliás: “Quero que meu namorado seja americano, trabalhe na área de Relações Internacionais, tenha temperamento melancólico e, o mais importante, que seja um homem como Davi”, enumera. Para quem não sabe, Davi é aquele rei de Israel que matou o gigante Golias, escreveu a maioria dos salmos, conquistou diversas nações e, segundo as Escrituras, “era um homem segundo o coração do Senhor”. Juliana demonstra bastante conhecimento da Palavra, o que pode ser medido por seus modelos de homem. “Estou sem namorado, esperando o meu Isaque”, sonha, fazendo referência à passagem bíblica sobre o casamento entre o patriarca bíblico e Rebeca, uma das histórias mais românticas das Escrituras. Haja fé, hein? Mas ela reconhece que, com um currículo sentimental tão exigente, o espectro de pretendentes tende a ser igualmente restrito.
Na opinião do pastor e psicólogo Jamiel de Oliveira Lopes, ligado à Assembléia de Deus, é comum que o assunto namoro seja recorrente nas igrejas, principalmente entre a mocidade. “O jovem passa por um processo de mudanças físicas e psíquicas que interferem nas suas decisões e escolhas”. Tal sentimento é natural – fortemente baseada na importância da família, a teologia protestante valoriza os relacionamentos pessoais. Desde a Escola Dominical infantil, a meninada aprende que bom, mesmo, é casar e ter uma família abençoada. E, mal entrando na puberdade, já começam a olhar as irmãzinhas e irmãozinhos com outros olhos.
Fé comum
No caso dos moços e moças crentes, um quesito parece fundamental – a fé comum é o amálgama decisivo nos relacionamentos. É claro que existem uma série de outras preferências (ver quadro), mas, definitivamente, ser ou não evangélico é característica decisiva nas escolhas. “Namorado ímpio, nem pensar”, decreta Cleonice Aparecida da Silva, 22 anos, da Igreja do Evangelho Quadrangular. “Quero que meu namorado seja de oração e goste das programações da igreja”, avisa. No seu caso, o impedimento espiritual não é questão puramente teórica – ela já teve um namorado de fora do arraial e não gostou da experiência. A diferença de gostos e prioridades acabou com a relação. “Como não era evangélico, ele não entendia por que eu me recusava a ir em determinados lugares”, lembra. “Mas eu gostava dele.” Hoje, escaldada, Cleonice só admite partilhar o coração com um irmão na fé.
Também há aqueles que, embora disponíveis e interessados no sexo oposto, preferem permanecer sempre sozinhos a ir buscar um amor fora da igreja. É o caso de Ricardo Ferreira Sebastião, de 24 anos, membro da Igreja do Evangelho Quadrangular da Penha, em São Paulo. Apesar da fama de bom moço que conquistou na comunidade, Ricardo nunca namorou. “Já houve oportunidade de namorar meninas que não eram crentes, mas eu preferi não”, conta, fazendo valer seu zelo espiritual. Sua lista de itens não é lá tão extensa – “que tenha a mesma fé e, de preferência, que trabalhe na obra de Deus e estude” –, mas até agora, nenhuma peixinha caiu em sua rede. Para ele, a timidez, traço comum de sua adolescência, atrapalhou um pouco. Hoje, contudo, Ricardo não se furta de ir à luta: “Se precisar dar em cima, eu dou. Perdi o medo de levar um fora”, conta. Apesar de dizer-se confiante em preencher esta lacuna de sua vida com alguém que creia nas mesmas coisas que ele, o rapaz confessa que a solidão lhe traz melancolia: “Incomoda, sabe? Às vezes, a gente se sente carente, querendo conversar com alguém. Tem certos momentos que dá até vontade de chorar”, desabafa.
Para o pastor Carlos Alberto Gomes de Mello, da Igreja Presbiteriana de Boa Viagem, em Recife (PE), é necessário estar atento à voz divina na hora da escolha. “Deus fala através de nosso interior, com o Espírito Santo. Fala também através de nossos pais, através das circunstâncias e, até mesmo, por conselheiros”, explica. Conselheiro de jovens, Carlos Alberto reprova o namoro de um crente com pessoa que não compartilhe a mesma fé. “Aconselhei uma jovem que estava namorando um rapaz que não-evangélico. Ela entendeu que seu namoro não era da vontade de Deus e resolveu terminar. Hoje, é casada com um pastor consagrado e líder na sua região”, conta.
Para estimular a fé da rapaziada, ele costuma dar seu testemunho pessoal. “Desde minha conversão, passei a orar por uma esposa. Aprendi que precisaria orar e buscar diretamente de Deus, já que está escrito: ‘Do Senhor vem a esposa prudente’.” Acabou encontrando a cara-metade em Caruaru, interior pernambucano. E veio do jeitinho que ele queria: “Era estudante de odontologia e possuía pés bonitos”, lembra o pastor, sem esconder o sorriso.
Profetada
Esperar pelo escolhido de Deus, aquele que, acredita-se, mais cedo ou mais tarde será colocado pelo Senhor no caminho de quem espera com fé, ou sair à caça de alguém, é um dilema que atormenta muita gente. O pior é quando entra no meio uma profecia, coisa mais comum nos meios pentecostais, mas que nem sempre é a garantia de um final feliz. A jovem Jaqueline Patrícia Guimarães da Silva, de 19 anos, tem, como qualquer outra garota, uma listinha de características de seu pretendente. “Sonho com um rapaz negro, alto, forte e careca”, confessa. “E com um sorriso maravilhoso”, acrescenta, com uma boa risada. Mas o bom humor acaba quando indagada se encontrará o que procura. “Acho difícil. Uma irmã abriu a Bíblia, leu uma passagem e depois profetizou que meu preparado seria um rapaz branco”, conta ela, que é membro da Assembléia de Deus.
“Tenho muito medo desse tipo de coisa, é preciso cuidado. Profecia sem amor, não dá”, declara o pastor de Jaqueline, Edmar de Oliveira. Apesar de crer que Deus fala diretamente através de homens em nossos dias, ele admite que, por causa da emoção e empolgação que caracterizam muitas situações, é fundamental buscar a confirmação e ter a certeza da vontade de Deus em tudo – inclusive na escolha do namorado. Mas boa parte dos evangélicos, mesmo aqueles ligados a igrejas mais pentecostais, estão cada vez mais cautelosos com supostas revelações divinas. Nunca é demais alertar que relatos de profetadas – mensagens sobrenaturais indicando que fulano vai se casar com beltrana, que em casos mais estapafúrdios envolvem até pessoas já casadas – existem aos montes por aí.
A verdade é que, se a intenção declarada é quase sempre a mesma – conhecer alguém para, quem sabe, casar um dia –, nem sempre os interesses de ambos os lados coincidem. Rapazes e garotas costumam ter prioridades diferentes (ver abaixo…). Para Lisa Groves, missionária do Serviço para a Evangelização da América Latina (Sepal) acostumada a trabalhar entre jovens, os rapazes são mais saídos e geralmente buscam contato físico no namoro, enquanto as moças preferem preencher as próprias carências afetivas. “O menino espera beijos e abraços. Essa é uma maneira de provar sua masculinidade e, às vezes, a diversão deixa de ser inocente e começa a procurar envolvimento sexual”, adverte. Já as moças, às vezes, querem um namorado para arranjar prestígio entre as amigas da igreja. “O menino, em muitos casos, torna-se uma espécie de troféu.” Mas a tendência, segundo ela, é que tais concepções tendem a mudar. “À medida que amadurece, o jovem crente parte com mais seriedade em direção ao casamento.”
“Normalmente o adolescente busca algo num relacionamento. O rapaz quer intimidade física e a garota, segurança emocional”, concorda o pastor Jaime Kemp, presidente do Ministério Lar Cristão. “O namoro acaba suprindo essas necessidades dos dois lados e garantindo o status social que a pessoa precisa nessa idade, para firmar-se socialmente.” Segundo ele, é necessário que exista diferença entre os relacionamentos dos jovens evangélicos e dos comuns. “Infelizmente, essa diferença é cada vez menos perceptível”, lamenta. Especialista em família e juventude cristã, Kemp defende práticas que tradicionalmente devam fazer parte de um namoro de dois crentes, como os hábitos devocionais de leitura da Bíblia e oração – além, é claro, de limites no contato físico, fidelidade ao parceiro e a Cristo. “A liberalidade invadiu de vez a Igreja, principalmente com a onda do ficar”, critica.
Essa história de ficar
Ter um envolvimento amoroso brevíssimo com uma pessoa, às vezes num só encontro, sem compromisso e caracterizado pelo intenso contato físico –, diz ele, surgiu nos Estados Unidos e chegou ao Brasil por volta de 1986, entrando nas escolas e se tornando uma verdadeira febre entre a juventude. “É claro que comportamentos como este vão contra a vontade de Deus, pois são acompanhados de falta de compromisso e responsabilidade, mas são comuns mesmo entre crentes.” Com toda sua vivência ministerial – além da experiência de ter criado três filhas –, o pastor não recomenda namoro cedo demais. Claro que isso não é uma regra fixa, mas apenas tese: “Cada pessoa tem seu tempo para amadurecer, mas em geral, o rapaz não tem condições de assumir um compromisso sério antes dos 18 e a menina antes dos 16”, indica. Kemp não teme parecer conservador: “Cabe aos pais evangélicos orientar e estabelecer limites, sempre buscando o diálogo com os filhos.”
“Pessoa certa”
No dia-a-dia das igrejas, é mais fácil ver mulheres do que homens a perigo. Preconceitos à parte, é certo que é sobre elas que recai o maior ônus de solidão. É uma evidência aritmética – pesquisas dão conta de que, de cada 10 crentes, sete são mulheres. Mas Ari Pinheiro dos Santos, obreiro da Igreja Universal Assembléia dos Santos, é um exemplo de que o contrário também pode acontecer. Aos 42 anos, ele ainda continua esperando sua varoa – ou costela, para usar termos prosaicos do já citado folclore evangélico. Tímido – característica marcante em sua personalidade –, ele acha que o fato de ainda não ter uma condição financeira estável atrapalha o surgimento de oportunidades. Ele prefere a explicação genérica: “Ainda não encontrei a pessoa certa. Alguém que me atraia e que, ao mesmo tempo, corresponda comigo”, diz, com ar sonhador. Se por um lado ele descartou algumas pretendentes, em outras situações também foi preterido pelas moças.
Ari confessa que, algumas vezes, fica ansioso sobre este assunto: “Já cheguei a ficar fraco na fé. Pensei até em procurar moças não-crentes que me davam bola e tentar traze-las para a igreja. Depois vi que era besteira.” Mas continuar solteiro? “Nem pensar. Estou orando e esperando no Senhor”, salienta. No seu caso, a busca sentimental também tem objetivos bem espirituais. “O duro é que quero ser mais útil na obra do Senhor, mas para assumir uma responsabilidade maior na igreja é preciso ser casado”, lamenta. E, pelo que ele diz, não dá para marcar bobeira. “Quando tem uma menina sozinha, já chega a concorrência”, reclama.
Na outra ponta, as mulheres, sobretudo aquelas mais maduras, reclamam da falta de homens nas igrejas, ainda mais se já descontados os comprometidos. Afinal, são mesmo elas que encontram mais dificuldades em arranjar companheiro. Janice Cardoso, uma paulistana de 33 anos, vive um bom momento profissional. Trabalha no setor administrativo de uma multinacional do setor farmacêutico e é membro atuante da Igreja Betesda, denominação avivada de São Paulo. A vida devocional também vai bem. Entre outros afazeres eclesiásticos, ela atua como professora de crianças. Só que – ai, ai! –a parte sentimental ainda deixa a desejar. “Até agora, não encontrei a pessoa certa”, sintetiza. Janice diz que sua igreja não foge à regra – lá, há muitas jovens e mulheres adultas sem namorado.
Bastante simpática, ela foge ao estereótipo de encalhada. E, ao contrário de muitas amigas da igreja, não se mostra ansiosa ou preocupada com a situação. “Sei que Deus tem uma pessoa preparada para mim”. Mesmo sozinha, ela costuma ser procurada para aconselhamentos sentimentais. “Não sei, acho que é um dom de Deus”, acredita. Sua receita é simples: “Costumo dizer para as pessoas se ocuparem com outras, coisas como o trabalho e a leitura da Bíblia. E acima de tudo, colocar o foco de sua vida no Senhor”. Ela reconhece que falta, nas igrejas em geral, orientação correta para os jovens nessa área. “Também já fiquei abatida. Não é fácil ver suas amigas começarem a namorar e você, sozinha, ficar pensando que é uma sonhadora.” Pelo sim, pelo não, Janice diz que não pretende diminuir seus padrões para o futuro companheiro. “A aparência física não é tão importante, mas quero uma pessoa que tenha compromisso com Deus, acima de tudo”, sentencia. No entanto, ela não escapa das brincadeiras das primas e das tias. “Detesto quando ficam dizendo que vou ficar para titia”, reclama.
Outra que não admite reduzir seu padrão de qualidade mesmo diante do inexorável passar dos anos é a missionária batista Silvana Anunciação da Silva. Aos 18 anos de idade, após um seminário, ela decidiu que não namoraria mais “qualquer pessoa”, e sim, que iria esperar no Senhor. Treze anos se passaram e hoje, aos 31, ela está à frente da Escola de Missões Estratégicas da agência Jovens com Uma Missão, a Jocum, em Curitiba (PR). O namorado? Bem, ela continua esperando. Mas firme num propósito: “Compromissos como o namoro e o casamento não podem ser um fim em si mesmos. Devem servir no cumprimento da obra para abençoar outras pessoas”, pontifica. Isso não quer dizer que Silvana não queira mais saber de um companheiro – mas ela se diz feliz e sem pressa: . “Aprendi que minha felicidade não dependia de meu estado civil. Prefiro esperar no Senhor e não trocar o melhor dele por algo muito bom que eu arrume”, afirma, convicta.
Ocorre que a moça não abre mão de um rapaz que tenha características parecidas com as suas, inclusive no aspecto ministerial, ou seja, o amor por missões. Silvana está se preparando para atuar como obreira cristã no mundo muçulmano e quer alguém que possa acompanhá-la. Para a missionária, a entrega a Deus deve ser total, aí incluídos o corpo, os pensamentos e as emoções. “Tive de reprogramar a minha mente e evitar fantasias românticas que venham a comprometer um futuro relacionamento”, acrescenta. Silvana, no entanto, faz críticas à abordagem da Igreja nesta área. “Em geral, as igrejas ensinam muito sobre o que não se deve fazer em termos de namoro, e não, a como se comportar e encarar um compromisso e um casamento. Não me admira haver tanta gente frustrada e tantos casamentos desfeitos dentro das congregações”, conclui.
Amor a bordo
Já uma colega de Silvana, a missionária brasileira Mary Lou Scammell, de 26 anos – brasileira, apesar do nome –, encontrou, enfim, seu príncipe encantado. E o melhor de tudo – missionário também! É claro que antes, teve que ter muita paciência. Com 17 anos, ela deixou a companhia dos pais e, sozinha, foi fazer o curso teórico básico da Jocum na Alemanha. De lá, rumou para um estágio na Palestina e acabou indo trabalhar no navio da missão, o Anastasis. “Fiz um propósito com Deus e entreguei meu destino nas mãos dele. Renunciei ao meu direito de casar e ter uma família”, conta ela, acrescentando que só se casaria com alguém que tivesse a mesma chamada que a sua.
Não foi tão fácil. “No exterior, às vezes sentia-me sozinha ou ficava com saudades de casa”, confessa. Mesmo assim, ela não permaneceu firme no seu propósito de não compartilhar a vida com qualquer um. Quando já estava conformada com a perspectiva de ser mais uma veterana e solteirona missionária, Mary Lou começou a ter uma amizade mais forte com um colega de navio, o norte-americano Mattyew. O clima pintou num cenário inusitado – o litoral africano. ‘Estávamos fazendo alguns trabalhos de evangelismo e começamos a notar que tínhamos uma série de afinidades”, conta ela.
Mas havia ainda mais uma prova. “Só queria namorar se ele fosse se tornar meu futuro marido!” Convenhamos que, na sua situação, isso poderia soar arriscado, mas o final da história foi feliz. Mattyew pensava do mesmo jeito. E o mais curioso – ele também tinha sua listinha! “Ele queria uma moça crente, atraente, com senso de humor e, acima de tudo, desapegada dos bens materiais. Exatamente como eu sou”, assume a bem humorada Mary Lou. Casados há quatro anos, eles trabalham em tempo integral na Jocum, nas áreas de louvor missões e ensino religioso. Nas suas aulas, Mattyew e Mary Lou estimulam outros jovens a conhecer bem a pessoa pretendida antes de iniciar o relacionamento e sempre ouvir a voz do Senhor. “Se a gente fizer isso, e entrar num namoro sempre com a mentalidade de compartilhar, não há como fracassar”, ensina.
Clicadas sentimentais
Se os famosos olhos no olhos e toque de mãos continuam sendo ingredientes infalíveis na hora de fazer a pergunta decisiva – “Quer namorar comigo?” –, tem gente que, nestes tempos pós-modernos, recorrem à tecnologia para selecionar pretendentes. E, acredite – a coisa pode dar certo, embora os relatos em contrário sejam bem mais comuns. Ricardo Fredy Araújo, 20 anos, membro da Igreja Batista, e Daniele Soier Liveira, 19, crente assembleiana, conheceram-se numa sala de bate-papo crente on-line (ver quadro). Foi amor à primeira vista – ou melhor, ao primeiro clique. “Ela entrou com o nick (apelido na sala de bate-papo) ‘Amiguinha Dani’. Comecei a paquerá-la, mas, ela não me dava bola. Foi ai que me interessei”, lembra Ricardo.
Após dois anos (!) de muita conversa na web, os dois decidiram firmar o namoro virtual. “Difícil foi aturar as gozações do pessoal da igreja. Diziam que eu iria passear com uma CPU e beijar um monitor”, lembra o rapaz, divertido. O passo seguinte foi aquele crucial: conhecer-se pessoalmente. “Foi muito difícil”, reconhece Fredy. “Apesar de confiante, não sabia qual seria a reação dela ao me ver pela primeira vez. Não parava de tremer”. Daniela também enfrentou a desconfiança familiar. “Minha mãe achava que era brincadeira minha e só acreditou quando ele apareceu na igreja”, lembra. Até hoje, o namoro segue firme.
Nove dicas para desencalhar
Arranjar um namorado, ou namorada, na igreja, não é tarefa das mais penosas. Claro que há algumas dificuldades – timidez excessiva, imaturidade, excesso de concorrência etc –, mas a fé comum, no caso de pretendentes e pretendidos, costuma abrir as portas dos corações. Mas se você anda à procura de uma cara-metade e acha que a coisa está difícil, preste atenção a estas dicas:
· Evite ser um mala, do tipo que pega no pé. Se você gosta de alguém, demonstre isso, mas não seja excessivamente oferecido. Se a outra parte achá-lo inconveniente, pode dizer adeus
· Ao terminar o culto, não vá embora correndo. É naqueles happy hours gospel, tanto na cantina da igreja como na lanchonete da esquina, que as coisas costumam acontecer. O papo rola mais fácil entre um hambúrguer e um guaraná. Mas nada de sumir na hora da pregação!
· Respeitando as posturas de sua igreja quanto a usos e costumes, procure melhorar sua estampa. Não precisa gastar fortunas em roupas de grife – basta uma caprichada. No caso dos rapazes, atenção com as peças descombinadas, tipo camisa xadrez e calça listrada. Elas acham isso um crime! E, para as garotas, adereços discretos, como bijuterias elegantes e maquiagem simples, costumam fazer milagres
· Não perca os retiros. O clima, nessas ocasiões, é dos mais favoráveis.
· Limpeza e cuidados com a higiene pessoal são fundamentais para os dois sexos. Desleixo é imperdoável e reduzem suas chances a praticamente zero
· Ninguém deve cometer o absurdo de usar os ministérios da igreja para aparecer, mas se você se destacar de alguma maneira na comunidade, vai aumentar consideravelmente suas chances. Participar do grupo de louvor é um excelente caminho
· Procure observar as características espirituais de seu alvo. Se a pessoa for daquelas mais chegadas a reuniões de oração, consagrações, vigílias e jejuns, aí, meu amigo ou minha amiga, não tem jeito – você vai ter que se enquadrar e tentar acompanhar o ritmo. Mesmo se o namoro não pintar, você sai ganhando: terá colocado a vida espiritual em dia
· Fique de olho na família da pessoa paquerada. Seja sempre atencioso, mesmo com aqueles irmãos menores que insistem em ficar por perto quando tudo o que você quer é estar a sós com ele ou ela. A mãe, e quem sabe futura sogra, também é estratégica – se você conseguir convencê-la de que é uma pessoa responsável e temente a Deus, já terá meio caminho andado. O indicador de aceitação costuma ser o convite para um almoço de domingo. Mas cuidado: mesmo que lhe sirvam jiló ensopado, faça a melhor das caras!
· Finalmente, peça a Deus que lhe dê orientação e que cumpra sua vontade nesta área de sua vida. Afinal, ele o ama e quer o melhor para você
ELE PROCURA UMA GAROTA QUE:
· Seja bonita
· Seja “na dela”, isto é, discreta
· Seja crente
· Não seja muito agarrada em pai e mãe
· Estude. Mas não precisa estar trabalhando
· Goste de cinema e videogame
· Admire-o pelo que faz na igreja
· Não fale em casamento logo de cara
ELA PROCURA UM GAROTO QUE:
· Seja crente
· Não precisa ser tão bonito. Simpatia basta
· Exerça algum ministério na igreja
· Não seja muito “rodado”, isto é, namorador
· Estude, trabalhe e, de preferência, tenha carro
· Seja inteligente e possua um bom papo
· Tenha bom relacionamento com os pais dele
· Admita logo a possibilidade de casar
Fonte: Revista Eclésia