MINHA CRENÇA

Creio que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus e a autoridade máxima, revelando que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Creio que o Homem é criado à imagem de Deus, para uma vida eterna através de Cristo. Embora todos os homens tenham pecado e careçam da glória de Deus, estando totalmente perdidos sem Cristo, Deus faz a salvação possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que arrependimento, fé, amor e obediência são respostas necessárias e adequadas à graça de Deus estendida a nós, e que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e venham a ter conhecimento da Verdade. Creio que o poder do Espírito Santo é demonstrado em nós e através de nós para o cumprimento do último mandamento de Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

Curso de Teologia

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O deus da religião




Não sei bem como falar do deus da religião, pois esse é produto daqueles que são religiosos. E com sinceridade diante de todos vocês, não sei se sou ou não um religioso, mais um que não pensa da mesma forma que todos os demais ou se sou apenas um diferente pertencente ao mesmo grupo.

Explico. Religião, no original, tem um significado até compreensível, “religare”, que na prática quer dizer o anseio ou prática de que utilizamos para alcançarmos a Deus. Na verdade é uma “parada” boa, ou pelo menos de aparência boa, somos nós fazendo algo para que Deus se aproxime dos envolvidos.


O religioso, que entende o que é religião, pratica as coisas para que Deus atue em seu favor, aja em seu benefício e esteja mais próximo.

O problema é que com Deus as coisas são um pouco diferentes, Ele é totalmente outra coisa. Nenhum significado, rito ou definição poderão aprisioná-lO ou obrigá-lO a fazer algo ou deixar de fazer.

Deus não mandará um namorado porque você está a seis meses sem beijar na boca, mesmo que você leia todos os textos do “EEE”. Deus não se sente obrigado a te dar uma casa por você pagar o carnê dos pastores da televisão.

Entendendo isso, quero dizer que o deus da religião não existe.

O Deus que “É”, antes de tudo e apesar de tudo, é de quem precisamos falar.

O deus da religião conforta seu ego, mesmo que seja para dizer quão bons são os “textos” que você escreve, os livros que você lê, os sermões que você prega e as críticas que faz.

Precisamos ter cuidado para não confundir revolta pessoal com aquilo que Deus deseja falar e não confundir torcida com fé, seletividade de acontecimentos com confirmação de Deus e elogios como sinal do que Deus determina.

Que a gente aprenda então, que com o Pai, nessa relação, não somos o pontapé inicial, mas os alcançados imerecidamente. Não somos os protagonistas, mas os coadjuvantes para que autor e consumador da fé receba a glória, majestade, poder e louvor para sempre.

E se perguntarem sobre o deus da sua religião, responda: o meu Deus é o Deus desconhecido (Atos 17.23), que É o que É (Ex. 3.14).

Que Deus te abençoe. Graça e paz.

A ARCA DA GANÂNCIA



A ARCA DA GANÂNCIA

Após a conclusão do Templo de Salomão (que deveria ser chamado Templo de Mamon), surge mais um objeto espantoso: uma réplica revestida de ouro da Arca da Aliança. O objeto era o mais sagrado do antigo templo de Israel, representava a presença de Deus na Velha Aliança. Com a primeira destruição do templo no século 6 a.C., a arca se perdeu, talvez tenha sido levada para Babilônia e derretida. Só o Indiana Jones no cinema conseguiu encontrá-la.

No meu post anterior sobre o templo que teve milhares de compartilhamentos (muito mais do que eu esperava) também recebi algumas críticas. As principais foram: inveja e escândalo para os incrédulos. O velho argumento do “pare de criticar e vá trabalhar” também foi evocado. Sobre “inveja" não vou perder tempo respondendo. Sobre “escândalo”, creio que a acusação está invertida. Não sou eu quem está escandalizando os incrédulos. Segundo a Escritura, os desvios do verdadeiro Evangelho é que são “escândalos”. Além do mais, o mundo precisa saber que há muitos cristãos que não concordam com essas loucuras e megalomanias do Macedo e similares. Sobre “pare de criticar e vá trabalhar”, penso que uma coisa não elimina a outra. Devemos trabalhar, pregar o Evangelho, mas, ao mesmo tempo, temos a responsabilidade bíblica de apontar os desvios que deturpam e envergonham o verdadeiro Evangelho (Gal 1.6-9, Col 3.8, 16-19, 1Tm 4.1-2, 2Tm 4.-5, 2Ped 2.1-3).

Fica cada vez mais explícita a intenção mercadológica de todos esses empreendimentos. Num video que circula na internet, o Macedo chamou os empresários que haviam dado dinheiro para a obra à frente e lhes disse: “agora, Deus fica na obrigação de abençoar você, é uma troca”. (
https://www.youtube.com/watch?v=U7_pWt1Z_QU).

Se chamei o templo do Macedo de “aberração”, preciso chamar essa arca de “abominação” (Is 44.19). Sim, pois trata-se de um objeto da mais pura e terrível idolatria. As pessoas simples, sem discernimento, olharão para esse objeto pensando que encontrarão ali o seu milagre. Mais uma vez, o grande problema é justamente abandonar o verdadeiro Cristo por objetos feitos por mãos. Deixar de lado a pura e límpida mensagem da Cruz, poderosa para salvar todos os arrependidos, por uma mensagem poluída, gananciosa, que torna os seguidores nada mais do que avarentos em busca de bens materiais.

E nesse caso, há um curioso fator adicional: Em Jeremias 3.16, a Escritura diz: "Sucederá que, quando vos multiplicardes e vos tornardes fecundos na terra, então, diz o SENHOR, nunca mais se exclamará: A arca da Aliança do SENHOR! Ela não lhes virá à mente, não se lembrarão dela nem dela sentirão falta; e não se fará outra”. O Edir Macedo fez.




 

"O que importa é que Cristo está sendo pregado". Tem certeza?


Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1:18 não justificaria o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica e as apresentações de cantores gospel em programas seculares.

Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:

“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).

A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.

Então, tá. Mas, peraí... em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.




Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”

Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia... por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).

Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.

Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com isto, pois ele mesmo disse:

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).




“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar que qualquer estratégia serve para anunciar o Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.

Profissionais da fé!


Eu sugiro que você não leia este post. É sério. Não continue lendo, pois ele vai machucar seu coração. Ele é muito mais um desabafo de mim para mim aqui dentro do meu mosteiro virtual do que uma comunicação com alguém. E vou usar palavras pesadas, muito pesadas, pois não há palavras leves que exprimam o que vou dizer. O assunto de que vou tratar não tem nada de agradável, nao traz edificação direta, não vai trazer alento a sua alma. Na verdade, vou falar de uma abominação. Esta reflexão tem a ver com ganância, com impureza de alma: o uso de dinheiro sagrado para fins que não sejam a obra de Deus. É um assunto sórdido. Um tema que eu gostaria muito, muito, muito que não existisse, mas que infelizmente existe. Se você já leu a seção Por que esse blog existe? do APENAS sabe que eu criei este blog como modo de pôr para fora da minha mente coisas que me incomodam, que o criei para ser um mosteiro onde me fecharia e poria para fora pensamentos que envenenam minha alma. Então por favor não continue lendo, pode ser que um pouco desse veneno respingue em você. Siga por sua conta e risco, pois o que você lerá adiante não é nada bonito.
A verdade é que estou farto de ver pessoas que usam o Evangelho Santo e Sagrado de Jesus Cristo como desculpa para obter ganho financeiro. Muitas e muitas vezes ilícito, falemos a verdade. A Bíblia nos relata que Judas roubava do dinheiro que viabilizava a subsistência dos apóstolos e de Jesus: os séculos se passaram e hoje parece que, em vez de aprender com o que aconteceu com Judas, que terminou sua vida em desgraça, muitos repetem seu exemplo e continuam metendo a mão na bolsa onde está o dinheiro sagrado da obra de Deus. Os Judas, na verdade, se multiplicaram.
Evidentemente que, do mesmo modo que dos doze apenas um era bandido, hoje a maioria dos que atuam e trabalham em igrejas, em ministérios ou instituições religiosas são pessoas sérias, tementes a Deus, verdadeiras servas do Senhor, para quem dinheiro não é um fim em si mesmo, mas apenas um meio de viabilizar uma vida digna enquanto não chega a hora de partir para a eternidade. Que isso fique claro. Mas não é essa maioria santa que me incomoda, quem mexe com minhas entranhas são a minoria, aqueles calhordas que buscam atuar na obra de Deus para faturar. Palavras pesadas? Ainda dá tempo de parar de ler
este post, não foi falta de aviso, mas são palavras que definem exatamente o tipo de gente que estou descrevendo, não consigo achar outras que explicitem melhor aquilo que descrevem. Se lhe soar agressivo, por favor pare de ler agora, pois não quero ofender ninguém – é uma mera constatação. Mas essas pessoas são inimigas da Igreja que eu amo e, logo, são inimigas do Cristo que eu amo. E contra isso não há meias-palavras. Assim. serei incisivo e firme no que escreverei – ainda há tempo de ir ler um blog bonitinho que fala sobre coisas cor-de-rosa.
O que mais me enoja são aqueles que enxergam o sagrado ministério pastoral como um “emprego estável”. Esses dão-me ânsias de vômito. São indivíduos que veem no pastoreio um caminho fácil de ganhar a vida, que não estão verdadeiramente preocupados com as ovelhas machucadas do Senhor, que não buscam cuidar das feridas dos soldados da batalha: querem saber como lucrar com a guerra. Esses são abomináveis, pois transformam em emprego algo sacrossanto. Gente despreparada para cuidar até de um cachorro, mas que sobe a púlpitos dizendo estar cuidando do rebanho de Cristo. Hipócritas que fingem ter vocação e chamado pastoral para poder ter acesso livre a dizimos e ofertas e assim levar uma vida materialmente tranquila. É por causa de canalhas como esses que o nome da Igreja de Jesus Cristo foi tão enlameada nas últimas décadas.
E se você acha que estou falando apenas de igrejas neopentecostais que apregoam a satânica Teologia da Prosperidade, saiba que não são apenas os lideres dessas igrejas-empresas que fazem isso. Essa corja você encontra em todo tipo de igreja: tradicional, pentecostal, católica, emergente, igrejas nos lares, na internet… Os bandidos da fé estão em toda parte.
Mas não é só nos púlpitos, na TV e na internet que você os encontra. É aquele diácono que mete a mão na salva, o líder de jovens que surrupia dinheiro de campanhas feitas pela mocidade para arrecadar fundos com esse ou aquele propósito, o tesoureiro que manipula o balancete das igrejas para escorregar uma graninha pro bolso. Esses malignos profissionais da fé podem ser encontrados em qualquer departamento de qualquer modelo de igreja ou comunidade cristã. Judas está bem e vive entre nós.
Na área da música, então, nem se fala. Quantos não são os músicos, cantores, instrumentistas, letristas, produtores, gravadoras, marketeiros e bandos de outros profissionais envolvidos na teoricamente chamada área de “louvor e adoração” que louvam e adoram sim, mas Mamon. Que compõem, tocam e interpretam lindas canções mas de olho na bilheteria, no cachê, nos contratos das gravadoras, nas ofertas… Jesus? É só um tema de música. Um argumento. Uma mera desculpa. Alguém cujo nome rima com Cruz, a gente faz uma musiquinha e vamos faturar. Abominação.
A indústria fonógrafica fisgou de jeito os cristãos, que consomem avidamente CDs e DVDs de músicos que muitas vezes vivem vidas devassas. Mas que cantam tão lindo! São milhões de reais movimentados todos os anos, ao ponto de empresas seculares fecharem contrato com músicos ditos “evangélicos”, que, assim, começam a aparecer por força de cláusulas de contrato em programas como o do Faustão. E o povo de Deus acha que isso é um grande avanço do Evangelho!  Escute isso: não é! São apenas artistas fazendo propaganda de seus CDs e DVDs num programa mundano, tendo ao fundo bailarinas dançando seminuas ao som de músicas que usam o nome do Cordeiro de Deus, do Santo dos Santos. Mas essa divulgação vai gerar milhões de reais em vendas, divididos avidamente entre todos os envolvidos como urubus disputam carniça. E nós, crentes, claro, achamos isso sinal da benção de Deus. Um enorme avanco do Evangelho! Não é. Senão Xitãozinho e Xororó cantando meia hora no Faustão seria avanço de quê?! Acorda, minha gente, é só business e nada mais! Claro, usando o Sagrado nome de Jesus. Abominável.
Sem falar dos políticos, que usam aquele ridículo slogan “irmão vota em irmão” para angariar votos. Seria leviano dizer que todo político é ladrão. Não serei leviano. Há homens sérios que ingressam na vida político-partidária com o real intento de ajudar a sociedade. Mas se você consegue acompanhar o desempenho da maioria dos nossos “irmãos” nas instâncias do poder verá que há muita imundície nas chamadas “bancadas evangélicas”. Irmão vota em irmão? Ok. Mas primeiro prove que você é meu irmão. Gere frutos dignos. Não aceite propina. Não faça negociatas. Não entre em esquemas de desvio de dinheiro. Aí sim quem sabe o cidadão Mauricio Zágari vai votar no cidadão probo e ilibado que você é e que por acaso frequenta uma igreja. E não porque você usa o discurso anticasamento gay como bandeira de campanha ou porque diz que é membro de uma igreja. Igrejas estão cheias de joio e a sua carteirinha de membro não me diz absolutamente nada. Seus atos dizem.
Cansei. Cansei de ver alpinistas sociais usando o nome de Cristo para ganhar uma grana. Isso é usar o nome de Deus em vão e vai contra os mandamentos. É pecado e é blasfêmia. O trabalhador é digno do seu salário e é justo que aqueles que labutam com seriedade na obra de Deus recebam uma remuneração digna por isso. A Igreja (como um todo, desde aqueles que se reúnem em lares até os que celebram em catedrais) vive num mundo material e precisa de dinheiro para manter-se. Jesus precisou, tanto que Judas carregava uma bolsa com o dinheiro que mantinha os doze apóstolos e o Mestre em seu ministério. Um pastor de tempo integral precisa de dinheiro para pagar a escola de seus filhos. Um editor de livros cristãos precisa de dinheiro para pagar o almoço. A faxineira que varre o chão da sala ao final de um culto num lar precisa pagar suas contas de gás e luz. Não há mal algum nisso e é bíblico que quem viva para a obra viva da obra. Leia o que Paulo escreveu. É para isso que servem os tão malfalados – porém totalmente bíblicos – dízimos e ofertas: manter uma estrutura material que tenha condições de propagar as Boas-Novas espirituais do Evangelho.
Deus deu aos homens a atribuição de proclamar Sua Palavra, embora a Biblia diga que era algo que os anjos anelavam fazer. Mas coube ao homem essa tarefa. E homens precisam comer, se vestir, ir ao médico, pagar o ônibus. Por isso necessitam do vil metal: mesmo os que dedicam suas vidas à obra de Deus. Em nenhum lugar da Biblia você vê quem quer que seja dizer que é preciso virar um mendigo para pregar Jesus. Ou viver comendo mel com gafanhotos.  Então é licito e bíblico quem se devota 24 horas por dia à causa do Evangelho ser dignamente remunerado por isso.
Mas a grande diferença está em um coisa chamada MOTIVAÇAO.
E é daqueles que são motivados não por Cristo, mas pelas benesses proporcionadas pelo dinheiro que vem do Evangelho que estou com a paciência esgotada. Aquela trupe de sanguessugas que fazem contrabando de dinheiro dentro de bíblias e cuecas para comprar mansões em Miami. A corja que articula e manipula seus superiores para ser ordenada pastor e assim ter um “emprego estável”. A canalha que sobe em púlpitos para vender o máximo possível de seus livros, DVDs ou CDs. Os calhordas que só “louvam a Deus” mediante um cachê vergonhosamente elevado ou a obrigação de que o pastor local adquira tantos de seus CDs. O político apóstata, eleito com slogans biblicos, que faz conluios para levar propinas saídas do dinheiro público. O vendedor de CDs evangélicos piratas. O empresário travestido de pastor que engana os humildes inventando “unções financeiras”. E por aí vai.
Meu consolo é que o juízo virá. E a coisa vai ficar feia para o lado daqueles que amaram mais as riquezas que a Deus. Pior: aqueles que  usaram o nome de Deus para adquirir riquezas.
Peço perdão. Peço perdão a você por minhas palavras duras. Você que acompanha o APENAS sabe que não costumo ser assim. Mas esse assunto me tira do sério e preciso pôr para fora aquilo que esmaga meu coração como uma bigorna. Não quis ofender ninguém. Mas uma consciência tranquila não se ofende com acusações que não lhe ferem. Se você se sentiu mal por eu ter chamado os supostos “cristãos” que usam o nome do Senhor como um meio de faturar de canalhas, calhordas, corja, abomináveis, sórdidos, gananciosos, bandidos e sanguessugas… conforme-se, lamento. Pois desgraçadamente é isso mesmo o que eles são. Não respeitam a santidade absoluta do Rei dos Reis e roubam ou armam para levar um a  mais do dinheiro doado por pessoas sinceras para ser usado em prol do Reino. E isso entala na minha goela, pois é o que há de mais sujo. Pegam dinheiro abençoado e transformam em dinheiro imundo.
Ainda há tempo de mudar de atitude. Se você tem metido a mão na bolsa, arrependa-se agora. Não hoje: agora. Caia de joelhos e clame o perdão de Deus. É impossível servir a Deus e a Mamon. Impossível. Ou seu tesouro está no Céu ou no cofre do banco. Se você tem sido servo dos cifrões, ainda há tempo de dobrar seus joelhos ante o Nazareno e entender que nu você morrerá. E se você tem feito qualquer coisa em nome de Jesus – eu disse qual-quer coi-sa – tendo em vista não o Reino de Deus e sua justiça mas sim seu lucro pessoal… eu choro por você. Por saber que na frente só lhe resta uma interjeição: “ai”.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Festival Promessas e a guerra de opiniões


Eu tinha feito um promessa a mim mesmo  de que não falaria nada sobre o tal Festival Promessas aqui no APENAS, pois não quero que este vire mais um blog voltado a polêmicas. Fujo disso. Queria tratar de assuntos realmente sérios e não de uma coisa tão irrelevante para o Reino de Deus como o show que foi exibido na emissora que mais promove o espiritismo, o mal uso da sexualidade, a desagregação familiar e outras práticas e ideologias com que os cristãos que seguem a Bíblia não concordam. Mas me rendi: estou quebrando minha promessa devido à avalanche de irmãos que me mandaram comentários pelo blog e posts pelo twitter cobrando minha posição. Só que, ao contrário do que a maioria dos tweets e dos blogs já abordou à exaustão (creio que tudo o que tinha de ser dito sobre o assunto já foi dito por gente muito séria, que conhece as Escrituras, tem senso crítico e visão, como @renatovargens  @Bp_Walter @augustuslopes e @pulpitocristao), não quero discutir aqui o que esse evento representou, explicar por que ele não significa nada par o Evangelho ou o quê. A inutilidade desse show para o Reino de Deus já está mais do que clara.
O que quero refletir hoje é sobre a desunião e a polarização que houve entre o povo de  Deus no que tange a esse evento. Pois me impressionou como nas redes sociais a coisa provocou uma guerra feia de opiniões entre cristãos pró e contra. Feia mesmo. Quem acompanhou domingo a web e as conversas entre cristãos sobre o assunto se espantou (assim como eu me espantei) com o festival de grosserias, ofensas, fogo cruzado de versículos contra versículos e desrespeito para com o próximo por causa de opiniões conflitantes. Foi vergonhoso. Tendo sido o evento válido ou inválido, o show de  anticristianismo nos bate-bocas via internet entre “cristãos” favoráveis e desfavoráveis deu a tônica do domingo (e continuou na 2a feira). Triste é que isso nada mais é que um reflexo de como a Igreja evangélica no Brasil se encontra atualmente: desmembrada, desunida, em ruínas, vendida, esquartejada, ignorante e festiva. E sobre isso me interessa falar.
Pois a verdade é que todo mundo tem uma opinião para tudo. E, nao se  ofenda, por favor, mas pouquíssimas vezes essas opiniões são embasadas biblicamente e teologicamente. Regra geral, é mero achismo. E isso não é um achismo meu: é uma constatação. Não se analisam os bastidores, as entrelinhas, a História. Nada. É um mero exercício de opiniões – umas sábias, de pessoas coerentes; outras esdrúxulas, irrefletidas e agressivas de cidadãos que… deixa pra lá.
Pois bem, vamos lá. A Rede Globo inventou um programa “gospel” para abocanhar uma fatia dos R$ 2 bilhões de reais que o mercado evangélico movimenta anualmente no país. Isso é fato notório e negar isso seria de uma alienação atroz. Dinheiro é a única motivação da Globo para esse evento, bem como dos pastores que durante toda a vida malharam a Globo e no entanto vergonhosamente fizeram anúncio de seus produtos nos intervalos. Pois o mercado gospel interessa: a pirataria é menor entre os evangélicos, o mercado dá bem mais dinheiro e por isso a gravadora da Globo, a Som Livre, assinou contrato com diversos cantores e grupos que se dizem evangélicos – e a máquina do marketing começou a funcionar: apresentações no Faustão, spots na programação da emissora e tudo mais o que um pop star contratado pela empresa tem direito. (Se você quiser saber mais sobre a cooptaçao de grupos e cantores “gospel” pelo mercado secular pode ler na reportagem que fiz alguns meses atrás para a revista Cristianismo Hoje pelo link  http://migre.me/7dCYL  ).
O não inventado à toa Festival Promessas foi ao ar como o ponto alto, até o momento, dessas estratégias de marketing. O evento em si foi um fiasco, só deu 10% do público esperado, comercialmente só não fracassou totalmente porque a Prefeitura do Rio injetou R$ 2,9 milhões e,  por essa razão, dificilmente será repetido. Mas não se iluda: o  mercado evangélico (você, querido, querida que me lê) dá muuuuuuito dinheiro e já já eles vão inventar outra novidade para abocanhar seu dinheiro. Não ache que vão largar o osso fácil assim não.
Eu trabalhei 11 anos nas organizações Globo, sendo 2 no jornal e 9 na TV, conheço perfeitamente bem como funciona a mentalidade lá dentro (onde o deus único e soberano chama-se Mamon e seu profeta é o “índice de audiência”) e posso falar com muita propriedade: tudo isso só teve uma única motivação: meter a mão na sua carteira. Só. Isso é fato. Quem crê que “Deus tocou no coração de algum executivo da empresa” para que o Festival Promessas ocorresse e “Deus fosse proclamado e glorificado” é vítima de uma ignorância quase esquizofrênica.
Mas esse evento em nada evangelístico breve vai cair no esquecimento, o dinheiro que a Globo ganhou com ele vai ajudar a financiar algo como um programa onde quem beija mais na boca ganha prêmios ou um reality show que incentive o adultério – apresentado por um ex-BBB – e os artistas gospel vão usar a grana que faturaram com o show pra comprar qualquer coisa em Miami… e acabou. Daqui a um ano ninguém vai nem se lembrar dele. Mas a desunião do Corpo de Cristo demonstrada nesse episódio permanecerá – e sobre isso sim me interessa refletir.
Mas, feita a introdução, vamo ao que interessa. Alguns pontos que as reações ao Festival Promessas (até agora não entendi o porquê desse nome, se alguém puder explicar a lógica disso eu agradeço) deixou claros sobre a igreja evangélica brasileira da atualidade são:
1. Argumentos sem base: Enquanto há cristãos que sabem interpretar a Bíblia do modo teologicamente correto, os argumentos que muitos evangélicos usam para defender seus pontos de vista são extremamente emocionais e/ou superficiais. Por exemplo: para tomar as dores do evento no twitter, um dos versículos mais citados pelos seus defensores foi Filipenses 1.18 (“Todavia. que importa? Uma vez que Cristo, de  qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por  verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei“).
Com toda propriedade, o Pastor professor de Bíblia e Hermenêutica Reverendo Augustus Nicodemus Lopes (foto), chanceler do Instituto Mackenzie, fez uma breve explanação hermenêutica do versículo em quatro tweets, que aqui reproduzo: “Paulo se referia aos judeus incrédulos que o estavam acusando nos tribunais romanos, quando ele estava preso em Filipos. Ao acusar Paulo, eles tinham de dizer q Paulo estava pregando q Cristo morreu, ressuscitou e q era o Senhor acima de César. Eles falavam isto para condenar Paulo, mas involuntariamente estavam pregando o Evangelho. É nisto q Paulo se alegrava. Portanto, ñ creio q se possa usar este texto para defender que os crentes podem usar qualquer meio p pregar o Evangelho“. Brilhante.
Mesmo assim, ignorando as normas racionais e consagradas de interpretação bíblica, houve quem atropelasse a boa teologia e respondesse de forma, digamos, emocional: “Pra mim, o texto em si já é bem claro. Mas é lógico que não faltarão “exegeses inspiradas” (sic) do versículo em questão! Sempre. Graças a Deus, que para o Senhor falar conosco, ele não precisa que sejamos chanceleres do Mackenzie, né?“, discordou um irmão por quem tenho muito apreço por sua seriedade com as coisas de Deus, faço questão de ressaltar, um dos que mais respeito no twitter. Mas que nessa pisou feio na bola (desculpe, queridão).
E, como esse exemplo, houve incontáveis. Ou seja, nós, evangélicos,  conscientemente ou não, ainda abraçamos a ideia mística de que para interpretar a Bíblia devemos esperar um raio do Céu, uma revelação do Espirito Santo dada a cada um, e não seguir pelo caminho que os Bereanos, os reformadores e os grandes teólogos sempre trilharam: uma delicada e detalhada análise das Escrituras baseada em normas consagradas e sistematizadas há séculos. A esse respeito, para quem quiser viver um Cristianismo sem misticismos e revelaiadas, sugiro a leitura de dois livros excelentes: Crer é também pensar, de John Stott, e Entendes o que lês?, de Gordon Fee e Douglas Stuart. Lembrando que grandes heresias da História sempre vieram de “revelações diretas de Deus”.
2. Agressividade: Muitos cristãos são extremamente agressivos. Para defender um evento que deveria em tese celebrar o manso e humilde Cordeiro de Deus, usam com quem discorda de si uma agressividade nos bate-bocas digna de fãs de Ultimate Fighting (UFC): distribuem suas opiniões como os gladiadores dessa modalidade de luta bestial, dando socos, murros e pontapés verbais. São verborrágicos, ofensivos, mundanos. Do lado de fora do ringue dos argumentos, esquecem completamente num canto obscuro: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão e domínio próprio (o fruto do Espirito de Gálatas 5.22,23). Não importa se ofendem ou agridem irmãos em Cristo, importa defender seu ponto de vista. “Não importa a verdade, importa a MINHA verdade e se discordar te pego la fora!” parece ser a tônica das discussões. É a síndrome do telepastor dos programas de TV de sábado de manhã: e daí se sou uma megera verborrágica falando e atacando meus irmãos na fé? Importa que eu fale. E venda, claro.
3. Inutilidade dos grandes eventos: Parte dos cristãos crê que qualquer aglomeração ou exposição na midia “em nome de Jesus” é uma grande conquista do Evangelho. Por outro lado, há os mais críticos e sagazes, que percebem que Marchas para Jesus e festivais como esses não promovem Jesus em nada: são apenas manifestações de poder denominacional, uma forma de ganhar dinheiro e, no fundo, uma boa desculpa. Temos então os crentes crédulos em tudo o que carregue o nome “Jesus” e os que compreendem que grandes eventos não fazem a mínima diferença na proclamação do Evangelho. Que evangelismo eficaz se faz no exemplo pessoal, no corpo a corpo, na pregação de pé de ouvido e não em estruturas megalômanas em que Jesus é um coadjuvante, ofuscado e escondido pelas luzes dos holofotes e pelos decibeis das caixas de som.
4. Discernimento: Os cristãos em grande parte perderam o senso critico. No que tange ao discernimento, há três grupos: de um lado, há uma parcela da igreja sem absolutamente nenhum. Que aceita qualquer novidade que a indústria gospel ou o pastor da moda empurra pra cima de si e acha o máximo. E isso inclui qualquer troço vendido “em nome de Jesus”: festivais, músicas, artistas, pregadores charmosinhos, teologias antibíblicas, igrejas da moda, modos de proceder, produtos, unções de 900 reais, ideias… Basta o artista do qual ele é fã ou o pastor que ele idolatra dizer algo que vira lei. Não há exame das Escrituras, não há debates, não há reflexões: se o ídolo gospel falou, tá falado! Que os anjos digam amém.
O segundo grupo, que se contrapõe a esses crédulos festivos, é o de piedosos, aqueles que sentam em um canto, queixo apoiado na mão, respiram fundo, a cabeça balançando, sem forças, energia ou paciência para tentar argumentar com os do primeiro grupo. Pegam suas bíblias, oram e clamam a Deus para que os olhos dos tais sejam abertos, vivendo sua vida devocional sem se misturar com as polêmicas e as bobajadas gospel.
E há o terceiro grupo, de cristãos devotos, críticos e entristecidos com a Babel que a igreja evangélica visível se tornou no Brasil e que tentam desesperadamente fazer algo para mostrar aos crédulos que Jeus não é Genésio: fazem isso no twitter e em blogs, mas principalmente nos púlpitos: legiões de bons pastores e cristãos anônimos que fazem seu trabalho de formiguinha na proclamação do autêntico Evangelho de Jesus Cristo e no combate aos exageros e absurdos praticados “em nome de Jesus”
5. A ilusão da igualdade: Existe uma ilusão proporcionada pelas redes sociais de que todas as opiniões têm o mesmo peso. E isso simplesmente não é verdade. Nesse cybermundo democrático em que convivemos, parece falsamente que a opinião de qualquer pessoa que nunca leu a Bíblia tem o mesmo peso (sendo que não tem) de irmãos que estudaram a Palavra, se dedicaram anos a fio a leituras, estudos e seminários e sabem que Habacuque e Albuquerque são coisas diferentes. Mas nessa cultura de Big Brother Brasil – onde um iletrado ignorante que nunca pegou um livro mas ficou famoso porque participou de um reality show – senta-se à mesma mesa que um sociólogo ou um antropólogo em programas de debates na TV (como se a opinião de todos valesse a mesma coisa), é natural que essa tendência invada o universo gospel, onde se imita tudo o que o mundo faz.
E aí nós vemos nas redes sociais argumentos inacreditáveis – sendo levantados por molecotes pós-adolescentes que mal sabem a diferença de Roboão para Jeroboão – para combater teólogos e sacerdotes que há 30, 40 ou 50 anos estudam a Palavra de Deus e dedicam suas vidas ao ministério – como se estivessem no mesmo nível. Mas o desnível chega a ser tão exacerbado que às vezes dá vontade de rir até do que é escrito por certos indivíduos. Pra não chorar.
Qual o resultado disso? A igreja evangélica visível está perdendo o respeito pelos que detém o conhecimento. E não despreze o conhecimento: quando você está doente procura alguém que tem uma opinião sobre a sua doença ou alguém que tenha estudado anos e detém conhecimento para curá-la? A resposta é óbvia. Apesar disso, neófitos passam a desprezar os mais experientes, vividos, sábios e detentores de conhecimento bíblico e teológico porque petulantemente se enxergam no mesmo patamar. Isso não é desprezar os menos conhecedores nem considerá-los inferiores ou piores, é apenas constatar o óbvio: quem sabe mais sabe mais. Quem tem mais estrada sabe onde estão os buracos e as curvas perigosas. Achar que todos são iguais em suas opiniões é mera ignorância. Não posso achar que a opinião de Pelé sobre como jogar futebol valha menos que a de um menino que está no dente-de-leite do Santos. Ou que a opinião de um jovem que toca violino há seis meses tem mais substância que a de Itzhak Pearlman sobre formas de se tocar o instrumento.
6. Maquiavelismo: Nós, cristãos, achamos que em nome de “ganhar almas” vale tudo. “Nem gosto daquele estilo musical mas acredito que Deus tenha podido salvar alguma miserável alma que viu o programa“, justificou um irmão no twitter. O grupo de cristãos que crê nisso nem se dá conta de que está usando um argumento maquiavélico, literalmente. Pois foi o filósofo e escritor Nicolau Maquiavel (pintura) quem criou a máxima “o fim justifica os meios” – ou seja: não importa o que você tenha que fazer para alcançar um alvo, se é pra chegar lá tudo está valendo.
Por outro lado, vemos os grupos de cristãos que percebem que dentro da ética cristã não há espaço para esse tipo de pensamento. E isso gerou comentários no twitter como “Hoje a Rede Globo patrocinou mais um passo na secularização da igreja evangélica no Brasil. E os anjos choram“. Ou ainda: “Quem celebra esta incursão da Rede Globo no mercado evangélico não compreende o quanto fomos vendidos com este ato hediondo” – comentários vindos de um respeitado lider eclesiástico.
Curiosamente, o argumento de que “vale tudo para salvar almas” é o mesmo que leva muitos de nós a fechar os olhos para a macumba gospel que acontece em muitas igrejas neopentecostais, como o uso de rosas ungidas, sal grosso, copos de água, óleo santo de Israel, campanhas de sei lá quantos pastores no Monte Sinai e abominações parecidas. “Ah, tudo bem, pelo menos almas estão sendo ganhas”, é o argumento que já ouvi milhões de vezes. Só é bom lembrar que, se em Marcos 16 Jesus diz “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas“, em Mateus 28 ele dá a versão completa da Grande Comissão: não importa só ganhar almas, importa fazer discípulos: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos“. E discípulos são cristãos bem ensinados, treinados na sã doutrina, praticantes do Cristianismo puro e simples. E não corpos que são arremessados para dentro de igrejas, passam a frequentar cultos e a praticar as maiores atrocidades antibíblicas. Pois aí, lamento informar, essa alma não foi ganha para Jesus: foi cooptada para uma igreja. E só.
Conclusão
O Festival Promessas foi apenas uma jogada de marketing comercial da Rede Globo e da Som Livre para faturar dinheiro dos cristãos. Quase todos ganharam com isso: a emissora, o pastor-empresário que antes a malhava mas anunciou seus produtinhos nos intervalos, os artistas que participaram do evento. Rolou dinheiro para todos. Bem, para você não, em especial se é carioca, pois foi do seu imposto que a Prefeitura desembolsou o capital para ajudar a organizar o evento. E também não ganhou nada o Reino de Deus, pois nada do que houve ali foi evangelístico, não ouvi até agora nenhuma história de conversão advinda de alguém ter assistido ao show e a única consequência visível foi o quebra-pau entre os irmãos em Cristo pelas mídias sociais.
Apenas mais uma entre tantas provas de que a igreja evangélica visível no Brasil anda mal das pernas, sem devocionalidade, sem amor, mundana, doente, falida, precisando urgentemente de um milagre de Deus para ser restaurada.
Que a Rede Globo promove valores anticristãos nunca foi novidade. Sexo livre, familias destruídas, baixarias, críticas a pastores, evangélicos sendo apresentados em novelas de forma caricata e depreciativa, exaltação da nudez…enfim, nada de bom em termos bíblicos sai da emissora. E, ao promover um show “gospel” que foi um fiasco de público, o que conseguiu fazer foi dividir ainda mais a igreja evangélica visível. Deflagrou uma guerra verbal e de ofensas, agressões, soberba e petulância. O que há de bom nisso? Responda você.
Aí eu me lembro de 1 Coríntios 12.24-27, que diz “Mas Deus estruturou o corpo dando maior honra aos membros que dela tinham falta, a fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros. Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele. Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo“. Percebo, então, que esse Festival não serviu de absolutamente nada para glorificar Deus, só trouxe desunião e esquartejou ainda mais o Corpo de Cristo, que já anda tão dividido.
E dividir a Igreja é aquilo que o diabo mais quer.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Fonte: Blog Apenas1

Proliferação de Falsos Cristos


Falando Jesus sobre os sinais que tornariam evidente a sua segunda vinda, Ele apontou o surgimento de falsos Cristos como um dos fortes indícios de seu eminente retorno. Disse Jesus:
“ Então se alguém lhes disser: O Messias chegou em tal e tal lugar, apareceu aqui, ali, ou naquela vila mais adiante, não acreditem nisso. Porque se levantarão falsos Cristos, e falsos profetas que farão milagres maravilhosos, de tal maneira que, se possível, até os escolhidos de Deus seriam enganados. Vejam que eu lhes avisei. Portanto, se alguém lhes disser que o Messias voltou e está lá no deserto, não se dêem ao trabalho de ir ver. Ou que Ele está escondido em certo lugar, não creiam nisso!” Mateus 24: 23-26.
Falsos profetas sempre existiram ao longo da história, e principalmente há partir do surgimento do cristianismo. No entanto o caso de pessoas se dizendo Cristo, o próprio Deus, eram raros até o início do século XX. Há partir desse período foi se intensificando o surgimento de pessoas se alto denominando Deus, o que comprova o cumprimento dessa profecia de Jesus. Se alguém duvida da veracidade dessa profecia, dê uma olhada nos exemplos abaixo.
SÉCULO 19

John Nichols Thom  (1799 – 1838)

Foi um inglês que declarou-se “salvador do mundo” e se tornou um pregador errante. Ele usava trajes coloridos incluindo um bordado de Cruz de Malta e uma espada que ele alegou ser Excalibur . Thom reuniu um público de mais de cem pessoas e os convenceu de que sua fé era invulnerável ao aço e balas. Ele também alegou que se fosse morto, voltaria à vida três dias depois.
Arnold Potter
Arnold Potter (1804 – 1872) foi um americano que se auto-declarou Messias e líder de uma seita cismática do movimento mórmon. Potter se referia a si mesmo como Cristo Potter. Os seguidores de Potter foram descritos como poucos mas devotos. É interessante observar que nos últimos dias de sua vida, Potter passou a se chamar “ Harry Potter a Estrela da Manhã”.

Ayya Valkundar
Ayya Vaikundar, de acordo com a escritura do Ayyavazhi, foi uma encarnação de Deus num jovem indiano chamado Mudisoodum Perumal entre (1810 – c. 1851). Aos 24 anos o jovem foi atingido por uma doença grave e sofreu por um ano. Sua mãe levou o filho doente ao templo em Thiruchendur, durante um festival religioso. Lá, o jovem entrou no mar e desapareceu. Os pais procuraram por seu corpo um dia inteiro. Segundo a lenda, no terceiro dia Vishnu apareceu na praia, ao vê-lo, a mãe tentou abraçá-lo mas o deus que tinha se apoderado do jovem lhe disse que ele não era mais seu filho, mas o filho do deus Narayana. Então ele começou a caminhar em direção ao sul da India. Este lugar se tornou um lugar sagrado para os devotos de Ayyavazhi e eles construíram um templo lá chamado-o Avatharappathi na Thiruchendur. Este evento é comemorado durante o festival de Ayya avataram Vaikundar. O culto a Ayya Valkundar tem milhares de seguidores na Índia.
SÉCULO 20

Ahn Sahng-hong

Ahn Sahng-Hong ou Ahnsahnghong (1918 – 1985) fundou a Missão Mundial da Sociedade da Igreja de Deus na Coréia. Ele é considerado como a segunda vinda de Jesus. A Igreja tem mais de 1,35 milhão de seguidores em 150 países. A Igreja é extremamente ativa em serviços humanitários e atividades de bem-estar em todo o mundo.
Site da igreja – http://english.watv.org/
Baha Ullah
Mírzá Husayn-’Alí (1817 – 1892) foi um iraniano que se proclamou Bahá’u'lláh, em árabe “A Glória de Deus” sendo o fundador da Fé Bahá’í. Bahá’u'lláh declarou ser ele o cumprimento da profecia Bábí: “Aquele que Deus fará manifesto”, e portanto a “Suprema Manifestação de Deus”. A Fé Bahá’í se tem como inaugurador de um novo ciclo profético, posterior aos de Krishna, Abraão, Moisés, Zaratustra, Buda, Jesus, Maomé e Báb. Baha Ullah declarou que Ele era o “Prometido” de todas as religiões, cumprindo as profecias messiânicas encontradas nas religiões mundiais. Ele declarou ser os vários messias das religiões convertido em uma só pessoa no sentido espiritual, ao invés de material. Ele mesmo era o cumprimento das profecias messiânicas e escatológicas encontradas nos escritos das religiões principais. Hoje a comunidade bahá’í congrega cerca de cinco milhões de pessoas, residentes em 166 nações. A sua rica diversidade abrange pessoas da maioria de 2100 diferentes grupos étnicos.
Joseph C. Dylkes
Joseph C. Dylkes , também conhecido como o Deus Leatherwood , era uma figura messiânica do estado de Ohio nos Estados Unidos. Ele apareceu pregando em 1828 numa capela. Todos foram pegos de surpresa ao verem um estranho, vestido em um terno de casimira preta, casaco, gravata branca e usando um chapéu de feltro amarelo, e parecia estar entre as idades de 45 e 50 e ostentando cabelos pretos e longos. O estranho convenceu alguns membros das congregações e participou de vários encontros religiosos e, por vezes, pregou. Ele começou a declarar-se um ser celestial, e acabou dizendo que ele era o Messias que veio estabelecer um reino que jamais deveria acabar. Algumas famílias aceitaram suas reivindicações e se tornaram seus seguidores, criando uma polêmica no vale de Ohio. Alguns de seus fiéis, como Michael Brill e Robert McCormick morreram crendo em Dylkes.
Mirza Ghulam Ahmad
(1835 – 1908) foi uma figura religiosa da Índia e fundador do movimento Ahmadia . Ele alegou ser o prometido Messias(Cristo) em sua Segunda Vinda, e o Mahdi esperado pelos muçulmanos no fim do mundo. Viajou por todo o subcontinente da Índia pregando suas idéias e ideais religiosos e ganhou uma considerável fama durante sua vida. Ele é conhecido por ter se envolvido em inúmeros debates e diálogos com as lideranças muçulmana, cristã e hindu. Ghulam Ahmad fundou o movimento Ahmadia em 23 de março de 1889. Ghulam Ahmad foi autor de 80 livros em vários temas religiosos e possui seguidores por todo o oriente médio Índia e Paquistão.
Cyrus Teed
Cyrus Reed Teed (1839 – 1908) foi um médico americano e alquimista. Teed acreditava que fora visitado por um espírito divino que lhe disse que ele era o messias. Inspirado, Teed prometeu aplicar os seus conhecimentos científicos para “redimir a humanidade.” Ele imediatamente mudou seu nome para “Koresh,” no hebraico é a palavra para Ciro.Virou líder religioso e messias. Em 1869, reivindicando inspiração divina e propôs um novo conjunto de idéias científicas e religiosas que chamou de Koreshanity, incluindo uma única teoria da Terra oca que defende que o céu e a terra existem no interior da superfície interna de uma mesma esfera. Em 1870, fundou em Nova Iorque a Unidade Koreshanos, uma comunidade em torno de seus ensinamentos. Após um pico em 250 seguidores em 1903-1908, o grupo entrou em declínio após a sua morte e desapareceu em 1961.
Pai Divino
Pai Divino (1876 -1965), também conhecido como reverendo MJ Divino, foi um líder espiritual Afro-americano americano. O também conhecido como o “mensageiro”. fundou a Missão Internacional do Movimento de Paz, formulou a sua doutrina, e supervisionou o seu crescimento a partir de uma pequena congregação multirracial e internacional. Pai Divino alegava ser Deus ou exatamente a única expressão verdadeira do espírito de Deus. Pouco se sabe sobre o início da vida do Pai Divino, ou mesmo o seu verdadeiro de registro pois ele não os apresentava. Pai Divino recusou várias ofertas para escrever sua biografia, dizendo que a história de Deus não seria útil em termos mortais. Ele também se recusou a reconhecer sua origem familiar. Sua doutrina ensinava que ele havia cumprido todas bíblica profecias sobre a segunda vinda, em relação a si mesmo como Jesus Cristo renascido. Pai Divino também palestrou que ele era “a luz de Deus” e encarnou para mostrar como estabelecer o céu na terra e mostrar o caminho da vida eterna. Pai Divino arrastou milhares de seguidores dentro e fora da America.
Haile Selassie
Etiópia (1892-1975), foi o messias do movimento do rastafari . É reverenciado como o messias da Bíblia que voltou, Deus encarnado. O número de seus seguidores é estimado entre 200.000 e 800.000. O culto a Selassie foi iniciado a Iniciado na Jamaica na década de 1930. O movimento Rastafari reconhece Haile Selassie como uma figura messiânica que irá liderar uma idade de ouro e um futuro de paz eterna, de justiça e prosperidade. Ele manteve-se um Ortodoxo cristão Etíope por toda a sua vida. O movimento rastafári crê que Selassie ainda vive e que conduzirá os negros de volta à África. Seguidores famosos: Bob Marley, Peter Tosh, Walter Rodney, Mutabaruka, Benjamin Zephaniah. O culto rastafári se caracteriza pelo consumo da maconha como veículo de elevação espiritual.
Georges-Ernest Roux

Georges Roux (1903 – 1981) foi um ex-carteiro francês fundador da Aliança Universal (Universal Alliance), anteriormente conhecida como Igreja Cristã Universal (Église universelle chrétienne). Roux afirmou ser a reencarnação de Cristo e foi assim denominado o “Cristo da Montfavet”, uma vila de Avignon, onde vivia então. Suas doutrinas incluíam dieta vegetariana, alto grau de proselitismo e curas milagrosas. O grupo cresceu rapidamente na França e em alguns outros países, contando com vários milhares de fiéis. Depois da morte de Roux, em 1981, a Igreja Cristã Universal foi substituído pela Aliança Universal, uma associação cultural fundada em agosto de 1983 e liderado por uma das filha de Roux. Em 1950, o grupo religioso foi objeto de críticas na mídia quando alguns fiéis e seus filhos morreram, depois de ter recusado tratamentos médicos.
Roux apresentou-se como um profeta perseguido, o próprio  Cristo e que veio realizar a lei do amor não realizado pelos representantes do Deus. Ele escreveu uma crítica forte as igrejas cristãs,  consideradas por ele como apóstatas. Pediu em uma carta ao Papa Pio XII para reconhecer oficialmente a sua reencarnação. Enviou cartas abertas para os sacerdotes, os ocultistas e teosofistas. Roux negou a existência do diabo, do pecado original, do nascimento virginal e da ressurreição de Jesus, e dos Evangelhos. Ele ensinou que todos podiam ser um curar, com oração e benção, se tivessem fé nele. O grupo anunciou o Juízo final para janeiro de 1980. De acordo com Le Monde, os seguidores disseram acreditar em discos voadores.
Ernest Norman
Ernest L. Norman (1904 – 1971) foi um americano engenheiro elétrico e co-fundador da Academia de Ciências Unarius.  Norman acreditava que ele foi Jesus em uma vida passada, e que nessa ultima encarnação terrena veio como um arcanjo chamado Rafael. A doutrina de Norma alega comunicação com extraterrestres de culturas muito mais avançadas que a do homem. Norman morreu de uma infecção na garganta.
Princípios e crenças:
- Tudo é energia
- A energia nunca é criada ou destruída, apenas muda de forma
- Você é energia, e a energia que compreende que nunca é destruída, mas também muda sua forma
- Você, como uma forma de energia indestrutível, possui uma alma que tem registrado dados de vidas passadas
- Todos os acontecimentos que você atualmente tem foram orinados em vidas passadas e ações passadas
- Para progredir é preciso registrar ações mais positivas do que as ações negativas
atos negativos devem ser compensadas por ações positivas
- Existem vários estratos (fora do mundo físico), onde seres de natureza superior e inferior residem
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Krishna Venta

Nascido Francisco Herman Pencovic (1911 – 1958) na California,  Venta fundou a (Sabedoria, Conhecimento, Fé e Amor) Fonte WKFL do culto do Mundo em Simi Valley , Califórnia, no final de 1940. Tornou famoso na imprensa em 1940 e 1950 pelos trajes e o andar descalço. Requeria que seus membros masculinos deixasem crescer a barba e usarem cabelos compridos.  O grupo foi responsável por uma infinidade de aspectos positivos, incluindo a luta contra incêndios, oferecendo abrigo para os necessitados, os sem-abrigo e alimentação. Venta declarou, “Eu sou o Cristo, Eu sou o novo messias.” O movimento diminuiu rapidamente após a morte de Venta, e o culto deixou de existir completamente em meados da década de 1970.
Yahweh ben Yahweh
Hulon Mitchell Jr. (1935 – 2007), um jovem pastor de terra pobre de Oklahoma, E.U.A, subiu ao status de divindade e fundou a igreja “Nação do Senhor” com 12.000 seguidores. Sua mensagem, “os negros são os verdadeiros judeus”, uma das 12 tribos de Israel que foram expulsas de sua terra natal nos tempos do Antigo Testamento. Deus era negro, assim como os apóstolos. Ele disse que era o messias negro, ben Senhor Javé, em hebraico “Deus filho de Deus”, e que iria levá-los de volta para a terra prometida de Jerusalém para estabelecer seu reino. Sua mensagem de emancipação dos negros e superioridade racial ressoou forte em muitos afro-americanos que eram confrontados diariamente pelo racismo. Entre aqueles que se juntaram ao culto do Senhor Javé Ben havia jovens da comunidade, assistentes do xerife, anciãos, e ex-presidiários recém-saído da prisão. Eles permitiram que Ben controlasse cada aspecto de suas vidas, de sua dieta as suas finanças, e até seu comportamento sexual. A “Nação do Senhor” remodelou uma série de edifícios em Miami. Estes edifícios permitiriam o crescimento e desenvolvimento dos Yahwehs, nome dado aos seus seguidores. Ele se tornou o Messias da “Nação do Senhor”. Na época, suas atividades e esforços de caridade lhe renderam o respeito da comunidade. O prefeito de Miami, Flórida declarou o dia 7 de outubro de 1990, ” dia oficial de Ben Senhor Javé “, isto ocorreu um mês antes de seu indiciamento por crimes de assassinato.
Ariffin Mohamed
Ariffin Mohammed nascido em 1943, é o líder e fundador da Kerajaan Langit(Inglês: Sky Brasil), uma seita fundada por ele na Malásia. Foi expulso da Malásia pelo governo em 2005. Ariffin Mohammed é também conhecido como Ayah Pin (Ayah significa “pai”). Ele afirma ter contato direto com o céu e é considerado por seus seguidores como a reencarnação de Jesus, Buda, Shiva, e Muhammad, o rei do céu, o supremo objeto de devoção para todas as religiões.
Jung Myung Scok
É um sul-coreano nascido em 1945 anos que se auto-proclamou messias e líder de um grupo religioso chamado Providence. Ele também é conhecido pelos nomes de Josué Jung , Joshua Lee Jung, Joshua Lee, e JMS. Jung afirma que finalizou a missão incompleta de Jesus Cristo, ao afirmar que ele é o Messias e tem a responsabilidade de salvar toda a humanidade. Ele afirma que a doutrina cristã da ressurreição é falsa, mas que as pessoas podem ser salvas por meio dele. Em janeiro de 2008, o Supremo Tribunal da Coreia do Sul descobriu que Jung havia forçado duas de suas seguidoras a ter relações sexuais com ele como parte de um ritual de purificação religiosa. Em abril de 2009, o Supremo Tribunal da Coreia do Sul o condenou a 10 anos de prisão. Ele ensina que o pecado original de Eva foi ter relações sexuais com Satanás , e que o diabo pode ser derrotado por relações sexuais com o Salvador, no caso ele. A religião de Jung é vista como um problema sério na Coréia e no Japão por ser um dos mais notórios cultos da Ásia.
Jose Luis De Jesus Miranda
É um porto-riquenio nascido em 1946 fundador e líder da igreja “Crescendo na Graça Ministério International Inc”. Este é um  movimento que ensina a “doutrina da Graça” baseado em Miami, Flórida . Ele afirma ser tanto Jesus Cristo que voltou como o anticristo, e exibe um ” 666 ” tatuado em seu antebraço. Ele se refere a si mesmo como “O Homem Cristo Jesus.” A sua igreja proclama-se o “Governo de Deus na Terra” e possui um símbolo similar ao dos Estados Unidos. Ao contrário do que se possa pensar, sua igreja é cada vez mais popular.
Em 2007, o jornal americano Dallas Morning News informou que “Jesús”, prega a seus seguidores em cerca de 35 nações, principalmente na América Latina, e tem 287 programas de rádio e uma hora de língua espanhola de TV. Seus seguidores celebram o Natal em 22 de abril, já que este é o dia que “Jesus” nasceu em Porto Rico. Eles afirmam que esse é o verdadeiro Natal.
David Koresh
Vernon Howell americano (1959 – 1993), que mudou seu nome para David Koresh, foi o líder de uma seita chamada Ramo Davidiano. Koresh acreditava que ele próprio era o Cristo,  o “Filho de Deus”, o cordeiro que poderia abrir os “Sete Selos”. Sendo assim conseguiu arrebanhar cerca de 140 pessoas para uma fazenda denominada “Monte Carmelo”. Em 1993, sobe denúncias de pedofilia e bigamia por parte de Koresh, o FBI invadiu a fazenda, que depois de um cerco de 51dias que resultou no incêndio da sede dos seguidores do Ramo Davidiano. Koresh mais 54 adultos e 21 crianças morreram no incêndio. Nos dias de hoje alguns seguidores sobreviventes aguardam a ressurreição de seu messias.
Sergei Torop
Sergey Anatolyevitch Torop é um russo nascido em 1961, conhecido por seus seguidores como Vissarion (místico). Fundou e dirige um movimento religioso conhecido como a “Ultima Igreja do Novo Testamento”. Ele tem cerca de 4.000 seguidores (chamados Vissarionites) em cerca de trinta aldeias nas imediações de sua base em Sun City e cerca de 10.000 seguidores em todo o mundo. Vissarion afirma ser a reencarnação de Jesus . Ele ensina a reencarnação, o veganismo(exclusão de qualquer produto animal), e o iminente fim do mundo, ou pelo menos da civilização como a conhecemos. Sua religião combina elementos da Igreja Ortodoxa Russa com o budismo , apocalípse, o coletivismo, e os valores ecológicos. O dinheiro é proibido e o objetivo do grupo é unir todas as religiões na Terra.
Grigory Petrovich Grabovoy
É um matemático russo nascido em 1963 que afirma ter a capacidade de prever e evitar as catástrofes naturais provocadas pelo homem além de ressuscitar mortos. Ele também afirma ser Jesus Cristo em sua Segunda Vinda (possivelmente até mesmo a totalidade do Deus Uno e Trino). Suas opiniões são uma mistura complexa de Nova Era e Teosofia expressa em linguagem aparentemente científica.
Inri Cristo
Nome de batismo Álvaro Thais é um líder religioso brasileiro que proclama ser a reencarnação de Jesus Cristo. Inri fundou a organização “Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade (SOUST) em 1982. Ele afirma ter tido, aos 33 anos de idade, a “revelação” de sua verdadeira identidade, após ter feito jejum durante alguns dias em Santiago, no Chile. Antes disso, era conhecido como Iuri de Nostradamus, nome que adotou como vidente e conselheiro.
Hogen Fukunaga
Foi o fundador do movimento religioso “Ho No Hana Sanpogyo” É muitas vezes chamado de “culto deleitura em Pé”, porque seu fundador, Hogen Fukunaga, alegou que ele poderia fazer um diagnóstico através do exame dos pés das pessoas. Ele fundou o grupo em 1987 depois de uma suposta experiência espiritual onde ele afirmou ter percebido a informação de que ele era a reencarnação de Jesus Cristo e Buda . O grupo conseguiu 30.000 membros.
Maria Devi Christos
Marina Tsvigun é uma russa nascida 1961 e líder de uma organização religiosa chamada “Comunidade Nova de Iluminados da Humanidade”, também conhecido como “YUSMALOS” (acrónimo de Júpiter, Saturno, Marte, Lua, Orion e Sirius) ou “A Grande Fraternidade Branca”. Após o colapso da União Soviética foi um dos movimentos espirituais em evidência, as ex-repúblicas, compreendendo cerca de 80.000 membros em contagem oficial. Em 1990 ela participou de palestras milenarista de Yuri Krivonogov, fundador da “Fraternidade Branca”, que reconheceu a Marina como um novo messias e mais tarde se casou com ela, assumindo na organização o papel de “João Batista”. Ela mudou seu nome para Maria Devi Christos a “Grande Mãe El Moria”. Ela continua sua missão espiritual, organizado como “A Escola Mística de ISIS e seus seguidores. “
Século 21

Michael Travesser
Wayne Bent conhecido como Michael Travesser é o fundador da organização religiosa “Igreja O Senhor Justiça Nossa”, às vezes chamado de “Cidade Forte” no estado do New Mexico, E.U.A. Em 2008, a comunidade era composta por cerca de cinqüenta pessoas. Bent que saiu da igreja adventista afirma que durante uma experiência espiritual em sua sala de estar, em Junho de 2000, Deus lhe disse: “Tu és o Messias “. Bent, desde então, afirmou: “Eu sou a encarnação de Deus. Eu sou a divindade e a humanidade em conjunto.” Bent está preso por abusar sexualmente de menores de sua igreja.


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