MINHA CRENÇA

Creio que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus e a autoridade máxima, revelando que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Creio que o Homem é criado à imagem de Deus, para uma vida eterna através de Cristo. Embora todos os homens tenham pecado e careçam da glória de Deus, estando totalmente perdidos sem Cristo, Deus faz a salvação possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que arrependimento, fé, amor e obediência são respostas necessárias e adequadas à graça de Deus estendida a nós, e que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e venham a ter conhecimento da Verdade. Creio que o poder do Espírito Santo é demonstrado em nós e através de nós para o cumprimento do último mandamento de Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

Curso de Teologia

O deus da religião




Não sei bem como falar do deus da religião, pois esse é produto daqueles que são religiosos. E com sinceridade diante de todos vocês, não sei se sou ou não um religioso, mais um que não pensa da mesma forma que todos os demais ou se sou apenas um diferente pertencente ao mesmo grupo.

Explico. Religião, no original, tem um significado até compreensível, “religare”, que na prática quer dizer o anseio ou prática de que utilizamos para alcançarmos a Deus. Na verdade é uma “parada” boa, ou pelo menos de aparência boa, somos nós fazendo algo para que Deus se aproxime dos envolvidos.


O religioso, que entende o que é religião, pratica as coisas para que Deus atue em seu favor, aja em seu benefício e esteja mais próximo.

O problema é que com Deus as coisas são um pouco diferentes, Ele é totalmente outra coisa. Nenhum significado, rito ou definição poderão aprisioná-lO ou obrigá-lO a fazer algo ou deixar de fazer.

Deus não mandará um namorado porque você está a seis meses sem beijar na boca, mesmo que você leia todos os textos do “EEE”. Deus não se sente obrigado a te dar uma casa por você pagar o carnê dos pastores da televisão.

Entendendo isso, quero dizer que o deus da religião não existe.

O Deus que “É”, antes de tudo e apesar de tudo, é de quem precisamos falar.

O deus da religião conforta seu ego, mesmo que seja para dizer quão bons são os “textos” que você escreve, os livros que você lê, os sermões que você prega e as críticas que faz.

Precisamos ter cuidado para não confundir revolta pessoal com aquilo que Deus deseja falar e não confundir torcida com fé, seletividade de acontecimentos com confirmação de Deus e elogios como sinal do que Deus determina.

Que a gente aprenda então, que com o Pai, nessa relação, não somos o pontapé inicial, mas os alcançados imerecidamente. Não somos os protagonistas, mas os coadjuvantes para que autor e consumador da fé receba a glória, majestade, poder e louvor para sempre.

E se perguntarem sobre o deus da sua religião, responda: o meu Deus é o Deus desconhecido (Atos 17.23), que É o que É (Ex. 3.14).

Que Deus te abençoe. Graça e paz.

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