MINHA CRENÇA

Creio que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus e a autoridade máxima, revelando que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Creio que o Homem é criado à imagem de Deus, para uma vida eterna através de Cristo. Embora todos os homens tenham pecado e careçam da glória de Deus, estando totalmente perdidos sem Cristo, Deus faz a salvação possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que arrependimento, fé, amor e obediência são respostas necessárias e adequadas à graça de Deus estendida a nós, e que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e venham a ter conhecimento da Verdade. Creio que o poder do Espírito Santo é demonstrado em nós e através de nós para o cumprimento do último mandamento de Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

Curso de Teologia



Desde que a internet se popularizou no Brasil, a relação evangélicos e ambiente web sempre foi algo interessante de ser observada, começando pelos “power points” enviados via e-mail, passando pela leitura de análises de CDs no Supergospel até chegar nos recados coloridos e as discussões e paqueras nas comunidades no Orkut. Em todos esses ambientes o comportamento dos crentes nunca foi muito diferente do que se via lá fora, no ambiente off-line.

No entanto, foi a partir de 2011 com a ascensão do Facebook no país que esse quadro começou a mudar. Com a vantagem da ampliação do poder comunicativo, uma vez que mais pessoas leem as publicações, veio a desvantagem de mais pessoas falando o que bem entendem, sem amor, ética e qualquer compromisso com a verdade. Infelizmente, esse comportamento totalmente desprovido de virtudes morais e espirituais atingiu de maneira veemente os cristãos da rede.


Hoje em dia, basta acessar o Facebook para ver na timeline ou em grupos de discussões uma infinidade de debates acerca de controversas teológicas. O problema é que quase sempre nesses debates uma parte dos internautas acaba saindo extremamente satisfeita, com sentimento de dever cumprido e vitorioso (inclusive aplaudido pela plateia teológica), enquanto a outra parte sai profundamente triste e machucada. Dentre os grupos que já visualizei nesses debates estão os:


Reformados > Aqui não falo a respeito daqueles reformados sérios, que acima de Calvino e Lutero amam a Cristo e este crucificado. Refiro-me aqui aos “neo-reformados”, que da chatice à arrogância podem ser comparados aos “neo-ateus”, onde tudo que sabem é ridicularizar e humilhar os irmãos que tem pouco ou nenhum conhecimento básico acerca da reforma e da história da igreja. Jamais incentivam o estudo, somente repelem os irmãos com menor conhecimento;


Esperandetes > São aqueles adeptos de movimentos do tipo “Eu Escolhi Esperar” e afins. É óbvio que não dá pra generalizar, mas alguns desses crentes gostam de discutir e tentam provar que os que não fizeram semelhante escolha estão errados e em pecado. Depositam nas costas dos que “não escolheram” um pesado fardo de culpa e medo. Orgulham-se de sua “santidade” ao seguir uma “regra” que nem mesmo se encontra na Bíblia;


Anti-igreja > Esses gostam de chamar de burros todos os crentes que ainda se envolvem e empenham seus esforços em comunidades locais. Leem a bíblia procurando versículos e brechas que justifiquem seu ódio às comunidades;


Anti-religião > Os crentes “anti-religião” gostam de bater nos crentes que levam a sério os ritos e dogmas eclesiásticos. No entanto, se orgulham tanto de serem anti-religião que nem ao menos conseguem perceber que são religiosos ao contrário e fizeram da sua não religião uma religião que seguem com o mesmo empenho dos religiosos tradicionais;


Senso-comum > São aqueles que seguem a maré da última moda evangélica. Acreditam piamente em métodos e que os movimentos e rumos que a igreja (sim, com i minúsculo) tomam são orquestrados pelas mãos de Deus. Nunca se dão ao trabalho de meditar, refletir, discernir ou investigar nada, apenas refutam opiniões com argumentos vazios e superficiais do tipo “não julgue”, “você tem que ter intimidade com Deus”, “tá faltando oração” e etc.

Fico a pensar quando foi que passamos a ser tão arrogantes e presunçosos a este ponto. Esse comportamento gera duas consequências: orgulho espiritual e irrelevância social. Orgulho espiritual pois essas pessoas passam a se achar melhor do que as outras que não pensam como elas, e ficam apenas apontando o dedo e julgando comportamentos e cosmovisões. Irrelevância social pois quando reduzimos nossa fé a debates dentro das paredes do mundinho evangélico, a Igreja acaba sendo suprimida por questões irrelevantes. Foi por isso que Paulo orientou Timóteo a se afastar das conversas inúteis, pois os que fazem isso pegaram o caminho ruma a impiedade (2 Timóteo 2:16). Isso porque, não importa quanta gente você convenceu da sua teologia, mas o quanto você viveu pregando o evangelho e amando pessoas.

Diante disso, o que nos resta? Nada mais do que levantar acima de tudo a bandeira do evangelho salvador de Jesus Cristo. Insisto, precisamos urgentemente abaixar as bandeiras teológicas e levantar a bandeira do evangelho de Cristo e do amor ao próximo. Retornar às escrituras e as bases mais fundamentais da nossa fé é preciso: o amor a Deus, o amor ao próximo e a pregação do evangelho (Marcos 12: 29 a 31 e 16:15). Fazendo isso no mundo real e virtual, estaremos nos despojando do orgulho espiritual e tomando a trilha da relevância social plena, que no fundo, é o que Jesus idealizou para sua Igreja.

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