MINHA CRENÇA

Creio que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus e a autoridade máxima, revelando que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Creio que o Homem é criado à imagem de Deus, para uma vida eterna através de Cristo. Embora todos os homens tenham pecado e careçam da glória de Deus, estando totalmente perdidos sem Cristo, Deus faz a salvação possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que arrependimento, fé, amor e obediência são respostas necessárias e adequadas à graça de Deus estendida a nós, e que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e venham a ter conhecimento da Verdade. Creio que o poder do Espírito Santo é demonstrado em nós e através de nós para o cumprimento do último mandamento de Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

Curso de Teologia

Idolatria Gospel

 

“Uma masmorra com Cristo é um trono, e um trono sem Cristo é um inferno” (Martinho Lutero)

Cada vez menos falada, um dos grandes problemas que o modelo evangélico enfrenta nos tempos atuais é a questão da idolatria. Se por um lado, alguns evangélicos adoram repudiar os cristãos católicos por acenderem velas e ajoelharem diante de imagens de barro, por outro lado, se esquecem que o conceito bíblico de idolatria vai um pouco além disso. Alguém já disse que idolatria pode ser simplesmente traduzida como adorar a criação ao invés do criador. Em um mundo regido por um sistema capitalista, isso é muito comum, uma vez que os indivíduos cada vez mais buscam em pessoas de fama e aparente sucesso um norte para suas vidas, uma inspiração, ou até mesmo a razão de sua existência.


No fantástico episódio narrado por Isaías no capítulo 6 de seu livro, temos o exemplo de alguém que viu ao Senhor. No entanto, fica evidente que o profeta só teve essa visão porque deu o trono a quem realmente merecia. Podemos inferir que até esse episódio, o profeta, provavelmente tinha no trono do seu coração outra pessoa, objeto, ou qualquer outra coisa que não era o Senhor.

O versículo diz “no ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor”. O rei Uzias, foi o décimo rei de Judá, onde reinou por 52 anos. Nos primeiros anos, Uzias foi um rei bem-sucedido, competente administrador, guerreiro, habilidoso, e ótimo delegador de tarefas. Como todo bom governante, ganhou a simpatia das pessoas. Sendo assim, é muito provável que tenha ganhado também a admiração de Isaías. No entanto, depois da morte de Zacarias, Uzias deixou o pecado do orgulho dominar seu coração, e tentou acumular a função de rei e sacerdote, o que era proibido aos hebreus, segundo a lei deixada por Moisés. Obviamente, não foi bem sucedido, pois a benção do Senhor já não estava sobre ele. Anos mais tarde, Uzias morreria com uma forte doença na pele e totalmente isolado.

O ministério de Isaías só teve início com a experiência narrada no capítulo 6, a partir do momento em que ele retirou do trono do seu coração o rei Uzias, e colocou Deus nesse merecido lugar. Penso que o mesmo acontece nos nossos dias. É bem real que podemos estar atuando dentro das igrejas, através de diversos ministérios, cantando, pregando, fazendo ação social e etc; no entanto com a triste realidade de nunca ter visto ao Senhor. Isso acontece pelo fato de trazermos para o nosso coração ídolos que não são de barro, mas algumas vezes de carne e osso, e outras ídolos virtuais, como por exemplo, o dinheiro ou o status. Os ídolos de carne e osso amam se intitular apóstolos, profetas, conferencistas, e muitas outras “denominações”, e são seguidos e idolatrados por milhares de pessoas. Organizam shows, passeatas, marchas e grandes cruzadas, que são abarrotadas por pessoas, que querem ver os ídolos de seu coração, sem ter a consciência que o grande merecedor desse trono está bem perto esperando que mortifiquem esses ídolos imerecedores.

Essa onda de canonizar os grandes ídolos da cultura gospel parece ter se acalmado nos últimos tempos. No entanto, ainda há aqueles que deixam se levar por qualquer vento de doutrina, sem nenhum olhar crítico ou mínimo de conferência nas escrituras. É por isso que, particularmente, continuo a preferir a fé genuína dos velhos anciãos ao duvidoso entusiasmo “freak” de nossos jovens. Prefiro a fé expressa nos antigos hinos a boa parte das músicas chamadas gospel produzidas em nosso tempo. Prefiro, ainda, o evangelho legítimo proclamado por anônimos pregadores às “coceiras” nos ouvidos de algum super-star gospel, enfim, prefiro o trono do meu coração a quem verdadeiramente o merece, a saber, Deus, Senhor dos Exércitos!



 

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