MINHA CRENÇA

Creio que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus e a autoridade máxima, revelando que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Creio que o Homem é criado à imagem de Deus, para uma vida eterna através de Cristo. Embora todos os homens tenham pecado e careçam da glória de Deus, estando totalmente perdidos sem Cristo, Deus faz a salvação possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que arrependimento, fé, amor e obediência são respostas necessárias e adequadas à graça de Deus estendida a nós, e que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e venham a ter conhecimento da Verdade. Creio que o poder do Espírito Santo é demonstrado em nós e através de nós para o cumprimento do último mandamento de Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

Curso de Teologia

Porque os cristãos teem sido tão diferente de Cristo?

 





Embora seja para todos, esse negócio de ser cristão de fato não é para qualquer um. O Filho do Homem veio a terra e tornou-se um rabino com ensinos idealistas, difíceis e provocadores. Talvez seja por isso que tantos anos mais tarde, um sem número de pessoas dizem terem sido encontradas por Ele, mas ao invés de seguir seus passos, contentam-se em fazer uma “oração de entrega”, participar semanalmente de cultos e cumprir outras obrigações de uma religião chamada cristã. O Cristo da Bíblia comportava-se de maneira diferente. Ele não era pastor de gabinete, não tinha onde reclinar a cabeça, sua experiência cristã era na vida, dia a dia, pelas ruas, abraçando e servindo pessoas, demonstrando o amor furioso de seu pai. Bem diferente de nós. Procurei escrever algumas outras coisas em que somos bem diferentes Dele. Elenquei somente quatro para a depressão ser menor. Que reflitamos e sejamos, de fato, discípulos Dele!



1. Pregando sobre a eternidade

Imagine-se saindo da igreja após uma abençoada celebração de domingo à noite. Em frente ao prédio, você e seus amigos/irmãos trocam algumas palavras. Eis que surge um jovem, mais ou menos da sua idade. Aproxima-se e dirigindo-se ao grupo pergunta “o que eu faço para ir ao céu?”. Essa é típica pergunta que você e seus amigos brigariam para ver quem iria responder primeiro. Hora de lembrar-se das 4 leis espirituais ou qualquer outro método de evangelização e explicar tudo nos mínimos detalhes, obviamente, convidando o jovem a repetir uma oração convidando Jesus para morar em seu coração.

Jesus faz diferente. Ao ser perguntado sobre a maneira de obter a vida eterna, o Mestre direciona o inquiridor para o próximo. “Não mate ninguém, não traia ninguém, não roube ninguém, não minta a ninguém, respeite seus pais…e se isso você já tem feito, venda tudo o que você tem e dê a quem não tem nada.” É mais ou menos assim que Jesus responde essa questão. Ele ensina que a salvação não vem por ações (crer e receber são verbos = ações), mas pelo amor, graça e misericórdia de Deus, no entanto ele ensina que poderíamos experimentar aqui e agora um pouco do que é a vida eterna ali e além no reino de Deus ao colocarmos o nosso próximo em lugar superior ao nosso.

2. Fazendo orações

É engraçado como o nosso velho e gente fina Rabi gostava de orar. Ele não ensinou muito sobre oração, mas em compensação, investiu muito tempo nessa prática. Mas ele orava de um jeito diferente, sem formalidade e sem mimimi. O jeito de ele orar era tão impressionante que seus discípulos queriam aprender a fazer como ele fazia.

O que mais me chama a atenção no jeito de Jesus orar, entre muitas outras coisas, é o fato dele raramente orar por si mesmo. Neste momento, você pode correr até a estante, desempoeirar e abrir a sua Bíblia e ler todas as orações feitas por ele. Há de reparar que nosso Mestre praticamente só orava pelos outros. Eu ousaria afirmar que a única vez em que Jesus orou por si, não foi atendido, ao rogar “se possível, afasta de mim este cálice”. No entanto, temendo as pedradas dos radicais e para tranquilizar meus amigos que temem que eu perca a fé, dou um passo atrás para dizer que nesse episódio Jesus foi sim atendido, pois concluiu a oração dizendo “mas que seja feita a Tua vontade e não a minha”. O que fica de tudo isso é que se nos dizemos discípulos Dele, temos que aprender a orar mais pelo próximo do que por nós, afinal, a nossa vida é assim tão preciosa para que nós mesmos fiquemos a importunar Deus por isso? Uma boa oração para fazer todos os dias é a clássica “Livra-me de mim Senhor!”

3. Lidando com autoridades religiosas

Quem é o seu guru gospel? A pergunta está correta sim, quem é que você consulta para tirar dúvidas sobre a vida cristã? Você é da turma reformada que venera Augustus Nicodemus, John Piper, Paul Washer e cia? Ou você é da turma da missiologia integral e tira o chapéu para o Ari Ramos, Kivitz, Paulo Cappelletti e sua turma? Ou será que você ainda é da turminha que curte mesmo o Pr. Lucinho, Valadão Family´s, Thalles Roberto e etc? Meus pêsames se você é dessa última turma, mas tá valendo para o exemplo.

O fato é que Jesus tinha um jeito diferente de lidar com os grandes mestres da sua época. Você se lembra de Nicodemos (o de João 3, não o dos nossos dias)? Sem papas na língua Jesus diz a ele que tudo bem se ele é o bam-bam-bam da turminha das igrejas, mas para Jesus ele era apenas mais um homem que precisava ser convertido. Isso sem contar as “doces” palavras que Jesus gritou para os mestres da lei em Mateus 23. Fosse em nossos dias talvez responderíamos a Ele dizendo “não julgue, ore por eles!” E ainda nos intitulamos discípulos de Cristo. Doce ilusão.

4. Escolhendo as amizades

Escolher bem as amizades é fundamental e você já deve ter escutado isso de diversas maneiras. E assim procedemos, gostamos de caminhar ao lado de quem temos mais afinidade, de gente de boa fama, boa família e, normalmente com a mesma confissão religiosa que a nossa. Existem também algumas pessoas que já não fazem amizades, mas sim contatos, formando assim um “networking”, que pode ajudar em um âmbito profissional. O mundo dos negócios é simplesmente patético.

O provocador Jesus também cultiva amizades de modo distinto. Ele começa escolhendo praticamente doze peões para serem seus aliados mais próximos. Um péssimo networking! Depois, ele janta com estelionatários, bebe ao lado de agiotas, defende prostitutas, acaricia leprosos, abraça inimigos do povo, puxa conversa com mulheres promíscuas. Ele ensina que devemos olhar para dentro das pessoas, independente de sua reputação social. Mais do que isso, ele ensina que nossa missão enquanto participantes do reino de Deus é justamente o de ser instrumento no resgate de pessoas que estão no reino das trevas a fim de trazê-las para o reino da luz! Simples assim. Quem quer seguir a Jesus deve ter em mente que Ele mesmo andou ao lado dos “piores” pecadores de sua época, sem nunca pecar e nem ser influenciado por eles.

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